Combatentes do ébola são Pessoa do Ano 2014 da Time

Fonte Público

Boa distinção!

Mais de 5600 pessoas morreram vítimas do ébola entre as perto de 16 mil infectadas. Um balanço terrível sobre uma epidemia que afectou principalmente países africanos, a maioria sem capacidade de resposta para um vírus que se propagou perante a impotência das autoridades de saúde locais. Mas mesmo com tantas adversidades, houve pessoas no terreno que lutaram contra a doença, arriscando a própria vida. A revista Time considerou que estas pessoas escondidas atrás de fatos e máscaras de protecção mereciam ser distinguidas.

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“Arriscaram e persistiram, sacrificaram-se e salvaram”, escreve a publicação norte-americana ao anunciar o combatente do ébola como a Pessoa do Ano 2014. Recuperando algumas das caras que estiveram na frente desta batalha, entre médicos, enfermeiros, maqueiros, condutores de ambulâncias, voluntários locais e de organizações internacionais, a Time recorda que “quem se dispusesse a tratar vítimas do ébola corria o risco de se tornar uma”. “O que nos leva ao coração do herói”, acrescenta.

A revista lembra alguns testemunhos recolhidos nos últimos meses no terreno. “Perguntando-lhes o que os movia, alguns falam em Deus, outros sobre o país, outros sobre o instinto de correr para o fogo e não fugir.” “Vou combater o ébola com todas as minhas forças”, disse Foday Gallah, que escapou à doença apesar de ter assistido de perto as inúmeras vítimas que transportou na ambulância que conduziu tantas vezes.

Também a enfermeira Salome Karwah, da organização Médicos Sem Fronteiras, acompanhou de perto o evoluir da terrível doença junto à cabeceira das camas de doentes, que tratou, a quem deu banho e comida, e tentou ser mais que alguém vestido com um fato impermeável, a imagem que durante meses significou que a doença estava por perto.

“O resto do mundo pode dormir à noite porque um grupo de homens e mulheres estão dispostos a ficar e lutar. Por actos incansáveis de coragem e de misericórdia, por comprarem o tempo do mundo para aumentar as suas defesas, por arriscarem, por persistirem, por se sacrificarem e salvarem, os combatentes do ébola são a Pessoa do Ano 2014 da Time”.

A lista de candidatos ao título atribuído pela Time ficou reduzia este ano ao presidente executivo da Apple Tim Cook, ao fundador do Alibaba Jack Ma, ao comissário da National Football League Roger Goodell, ao Presidentes russo Vladimir Putin, ao presidente da região do Curdistão no Iraque Massoud Barzani, à cantora Taylor Swift e aos manifestantes de Ferguson que têm estado em protestos contra a morte de Michael Brown.

O vencedor é escolhido com base na forma como o seu nome afectou as notícias, as vidas das pessoas e resumiu o que foi de importante aconteceu no ano. Entre os distinguidos dos últimos anos estiveram o Papa Francisco, o Presidente Barack Obama ou o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.

A Pessoa do Ano é escolhida pelos editores da revista mas os leitores também são convidados a votar no site da Time. Este ano, os leitores escolheram o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

A não inclusão de Modi na lista de finalistas foi recebida com críticas por alguns dos cinco milhões de leitores que votaram no chefe de Governo. No Twitter, alguns utilizadores indianos questionaram a revista sobre se cinco milhões de razões não seriam suficientes para distinguir Modi.

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