Montijo | Nuno Canta entrevista ao jornal Rostos

Entrevista ao jornal Rostos

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Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal de Montijo, a propósito de declarações dos vereadores do Partido Social Democrata que criticam a sua posição como negociador do Orçamento 2015, referiu que – “isso são conjecturas um pouco colaterais às negociações, negociações não, consenso politico, nós precisamos é de consenso politico para ultrapassar estas diferenças, que supostamente foram criadas pelos dois partidos da oposição, a CDU e o PSD”.

Oposição é que tem que dizer que situações querem ver traduzidas

“Este é um processo que nós já fizemos doze reuniões de negociação, de consenso, como quiserem chamar, e, neste momento é uma situação que está do lado dos partidos da oposição.

A oposição é que tem que dizer que situações querem ver traduzidas do ponto de vista do orçamental, para que o orçamento possa vir a ser aprovado. Quando digo aprovado não é que o PSD ou a CDU possam votar a favor, não, apenas que um deles se abstenha e de imediato o documento seguirá em frente” – referiu Nuno Canta.

PSD e CDU estão intransigentes

“O problema aqui é que, quer o PSD, quer a CDU, se têm tornado, do nosso ponto de vista intransigente em determinadas coisas, apesar de nós termos feito um trabalho de aproximação às suas posições.

O PS, neste caso, o Presidente da Câmara, das nove propostas que o PSD apresentou aceitámos quase todas, oito, uma nona, tinha possibilidade de ser melhorada através de uma proposta que fizemos de criação de uma adenda aos protocolos dos Acordos de Execução” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Montijo.

PSD e CDU não querem viabilizar orçamento

O que está a travar que o orçamento seja aprovado?- perguntámos

“O essencial é a vontade dos partidos. Nós tentámos tudo de todas as formas e de todos os feitios, obviamente, sem criar aqui uma rotura com o nosso projecto politico.

Mas, o que me parece é que os dois partidos, quer a CDU, quer o PSD, não querem viabilizar o orçamento antes do final do ano. É isso que nos parece”.

Continuarmos a negociar

Então qual será o próximo passo?

“É continuarmos a negociar. Como é evidente a tentar encontrar com os partidos da oposição uma linha que permita viabilizar o orçamento para 2015.

Vamos ter mais reuniões. Na próxima reunião de Câmara dia 23 de Dezembro, não me parece que a situação fique esclarecida. Nós fizemos todos os enquadramentos.

A CDU dizia que o investimento de 2015 era inferior a 2014, numa nova versão apresentámos mais investimento, respondendo à critica da CDU. Mas a CDU continuou a votar contra.

O PSD apresentou propostas que aceitámos, todas, sobre investimentos e os bairros periféricos, sobre a valorização da Montiagri, também sobre o Largo da Feira de Canha. Colocámos todos os investimentos.

Noutras propostas sobre descentralização de reuniões, encontramos consenso com o PSD.

Sobre a questão do Orçamento Participativo, embora inicialmente considerássemos que não havia condições este ano, acabámos por aceitar iniciar.

Tinha também uma proposta de descentralização de serviços, para as freguesias rurais, perspectivámos a possibilidade de ir ao encontro dessas propostas através das freguesias.

Depois de termos tudo consensualizado, o PSD veio com a última proposta sobre os Acordos de Execução, porque acha que são ilegais”.

PSD quer rever Acordos de Execução

“Considera o PSD que devemos rever todos os Acordos de Execução com as freguesias.

Nós o que dizemos, é que os Acordos de Execução não é uma decisão do presidente da Câmara, porque eles têm duas partes – a Câmara e as Juntas de Freguesia.

Mesmo que a Câmara queira rever os Acordos as Juntas podem não querer.Há, portante, uma proposta que não tem razão, não tem sentido.

Nós, dissemos, para ultrapassar, caso eles queiram ultrapassar, criando consenso com o Partido Socialista e viabilizar o orçamento – com o voto de abstenção, nem é votar a favor – é que estamos disponíveis para conversar com as freguesias para fazermos adendas aos protocolos, nomeadamente sobre contratos de pessoal, para as transferências.

Essa possibilidade envolve a transferência de mais verbas para as freguesias. Esse é o processo que temos previsto, aprofundar com os presidentes de junta esse processo, no caso do Montijo e Sarilhos Grandes.

Eles querem que se revejam os Acordos todos, isso é para eles a linha vermelha.

Isso não é possível. Porque a outra parte pode não querer.” – sublinhou o autarca

Eles não podem pensar que vêm impor

“Se o PSD diz isso que disse, que não tenho condições para negociar, o que acho é que as pessoas do PSD que vêm negociar com o presidente da Câmara é que não têm condições objectivas de poder negociar comigo, porque não conseguem consenso, que implica cedências de parte a parte.

Eles não podem pensar que vêm impor uma determinada coisa ao presidente da Câmara do Montijo, isso não é possível, não é plausível, não é razoável, não é diálogo politico” – sublinhou Nuno Canta.

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