FIWARE quer fazer das cidades motores de inovação

Lisboa e Palmela, municípios da Área Metropolitana de Lisboa, parabéns pela iniciativa 🙂

Fonte: Smart Cities

Trinta e uma cidades mundiais, incluindo seis portuguesas, juntaram-se para lançar a Iniciativa Open & Agile Smart Cities (OASC), cujo objectivo é acelerar a adopção de normas, com base em tecnologia FIWARE, no desenvolvimento de aplicações e soluções para smart cities. Desta forma, a iniciativa quer transformar as cidades em motores de crescimento e inovação.

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Este acordo pretende incentivar as cidades a implementarem a primeira norma aberta API (application programming interfaces) em FIWARE com objectivo de disponibilizar uma forma leve e simples de reunir, publicar e subscrever informação de contexto que descreve o que acontece na cidade a qualquer hora, em tempo real. Por sua vez, as cidades vão também colaborar com a definição de uma norma comum para modelos de dados abertos baseados nos resultados da experimentação e na sua utilização real. Um primeiro conjunto de normas para modelos de dados abertos vai ter como base os resultados do projecto CitySDK, desenvolvido na Europa.

Entre as 31 cidades estão seis portuguesas – Lisboa, Porto, Fundão, Palmela, Penela e Águeda –, que se juntam a Helsínquia, Espoo, Tampere, Oulu e Turku (Finlândia); Copenhaga, Aarhus e Aalborg na Dinamarca; Bruxelas, Ghent e Antuérpia (Bélgica); Milão, Palermo e Lecce (Itália); Valência, Santander, Málaga e Sevilha (Espanha); Olinda, Anapólis, Porto Alegre, Vitória, Colinas de Tocantins e Taquaritinga (Brasil).

O compromisso destas cidades ganha especial relevância, na medida em que actualmente, sem normas definidas, estes sistemas não conseguem ganhar a escala necessária para se disseminarem. “Na perspectiva de um developer, uma única cidade não é um mercado grande o suficiente”, disse Jarmo Eskelinen, CEO do Forum Virium Helsinki. “Um número de cidades em vários países ou num continente, adoptando um conjunto mínimo de normas, forma um mercado considerável no qual os developers podem começar a investir”.

“Há muito poucos mecanismos em vigor para apoiar a transição digital de cidades e sociedades, cuja complexidade está ao nível da da transição verde, se não ainda maior”, admite Martin Brynskov, presidente da direcção da rede Connected Smart Cities, responsável pela supervisão da OASC. “A OASC mostra uma avanço muito concreto com mecanismos que qualquer pessoa pode implementar e para o benefícios de todos”, acrescenta.

“A evolução digital das cidades é um processo multi-facetado com um foco claro no cidadão”, afirma Mário Campolargo, director para Net Futures da Direcção-Geral CONNECT da Comissão Europeia. “Precisamos de estar preparados para adoptar uma abordagem holística em direcção às smart cities, envolvendo as tecnologias de informação, mas também sociólogos e arquitectos em soluções abrangentes”.

O FIWARE é uma plataforma open-source que disponibiliza a developers as características e funcionalidades necessárias para o desenvolvimento de soluções e aplicações na cloud, assim como permite às cidades a disponibilização de dados abertos e a comunicação das suas necessidades específicas. Lançado em 2011, o FIWARE tem evoluído para além de uma plataforma e é hoje considerado como um ecossistema de inovação. Em 2014, a Comissão Europeia lançou o Programa de Aceleração FIWARE, que conta com 80 milhões de euros para apoiar start-ups, pequenas e médias empresas e developers empreendedores que desenvolvam soluções nesta plataforma.

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