Água da chuva em autoclismos?

Fonte: Smart Cities

Testar, pela primeira vez, a utilização de água da chuva nos sistemas de instalação sanitária. Este é o mais recente passo dado pela empresa portuguesa OLI, potenciado por um investimento de meio milhão de euros na renovação do seu laboratório de testes de vida, em Aveiro, onde vão decorrer as experiências.

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“Neste momento, estamos a fazer ensaios mecânicos de ‘resistência’ em todos os nossos produtos com a água da chuva. Cada um é testado em 200 mil ciclos, pelo que este número revela o rigor com que são desenvolvidos”, conta, à Smart Cities, António Oliveira, presidente da OLI.

Quanto ao processo de recolha da água da chuva para utilização em autoclismos, este será feito tal como acontece hoje para os sistemas de rega: através de “uma bomba de água adequada e uma canalização independente que garanta, de forma perfeita, a não mistura da água da chuva com a potável e que, em caso algum, permita o consumo deste tipo de água como potável”.

A grande vantagem deste tipo de soluções, segundo o responsável, é o facto de representarem uma alternativa à utilização de água potável, que é escassa em muitas zonas do globo. Por essa razão, têm “uma importância elevada” para o desenvolvimento de cidades mais inteligentes.

“Todas as inovações que permitam evitar o desperdício de água tornam as cidades mais ajustadas e inteligentes. O futuro passa, sobretudo, por direccionar a utilização da água potável para o fundamental e encontrar as alternativas adequadas para o restante”, destaca António Oliveira.

Com essa finalidade, a equipa de Investigação e Desenvolvimento da OLI, composta por 20 colaboradores, tem estudado diariamente novas soluções que permitam a redução do consumo de água das descargas dos autoclismos, que equivale a cerca de 31% do consumo total doméstico; e que potenciem o acesso a instalações sanitárias por parte de pessoas com mobilidade reduzida.

A OLI, que foi a empresa em Portugal que mais patenteou na Europa, é responsável por outras inovações, tal como a dupla descarga de autoclismos, que “tornou comum um conceito de poupança de água”; e a torneira de bóia “Azor Plus”, que permite, através da sua acção retardadora, a poupança de meio litro de água por descarga.

Segundo António Oliveira, a solução que representa o futuro é a “IVC1000 – Leaksafe”, uma torneira de bóia que “descobre” e avisa o utilizador de todas as fugas de água no autoclismo, de pequena ou grande dimensão. “Se, por qualquer motivo, a fuga não for reparada de imediato, o sistema criado pela OLI bloqueia o enchimento do autoclismo”, adianta.

Durante este ano, a empresa, sediada em Aveiro, vai continuar a apostar na inovação através de um investimento de dois milhões euros, estando previsto o desenvolvimento de projectos em parceria com universidades e centros de investigação portugueses.

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