Montijo | Inauguração das Obras de Reabilitação do Mercado Municipal

“É com grande orgulho que inauguramos a reabilitação do Mercado e o devolvemos ao povo do Montijo neste Dia da Liberdade”. As palavras são do presidente da Câmara Municipal do Montijo na cerimónia de inauguração da obra de requalificação do Mercado Municipal teve lugar no passado sábado no âmbito das comemorações do 25 de Abril. O presidente salientou que “a realização de um projeto como este exigiu esforço, trabalho, coragem e determinação de muita gente. Agora estão criadas as condições para fazer deste espaço um grande pólo cultural, turístico e económico que atraia as pessoas e contribua para a dinamização comercial do espaço público no centro da cidade”.

A cerimónia contou com a atuação da Banda da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro e uma degustação de produtos e vinhos regionais.

O Mercado Municipal, um edifício de 1957, foi alvo de profundas obras de remodelação, com o objetivo de adequar este espaço às exigências comerciais, higino-sanitárias e funcionais atuais, permitindo a sua valorização funcional e potenciando a sua frequência e utilização. Um investimento municipal apoiado por fundos comunitários na ordem dos 800 mil euros (+ Iva).

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Jornal Semmais | edição 25 de abril

Montijo | sessão solene 25 Abril por Maria Amélia Antunes

Maria-Amelia-AntunesAssinala-se hoje, 25 de Abril, os 41 anos da Revolução dos Cravos e os 40 anos das primeiras eleições livres e democráticas para a Assembleia Constituinte.

O 25 de Abril abriu-nos as portas da liberdade e devolveu a Portugal a dignidade do seu lugar entre as nações livres do mundo.

Na vigência e com respeito pela Constituição da República conseguimos alcançar a consolidação do regime democrático, a integração europeia, a modernização e o progresso económico, afirmação das regiões autónomas, dos municípios e freguesias, um legado precioso da democracia que deve ser continuado, que não pode nem deve andar para trás.

Todos sabemos que acontecimentos recentes decorrentes da intervenção do FMI, do BCE e da União Europeia, a Troika, com o apoio deste Governo levaram a uma política de austeridade traduzida em cortes nos salários, nas pensões, nas prestações sociais que trouxeram grandes dificuldades aos cidadãos, às famílias e às empresas, a par do aumento de impostos, do aumento do desemprego, numa palavra do empobrecimento. Um ataque ao Estado Social, traduzido na degradação do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, da Segurança Social Pública, das condições de vida e de trabalho duramente conquistadas pelos trabalhadores nas últimas décadas. Toda a política de austeridade dos últimos anos teve e tem como consequência o aumento das desigualdades sociais. Toda esta situação que temos vivido abalou a confiança nas Instituições Democráticas, gerou incerteza, insegurança e intranquilidade. De facto, é só ter presente a violação reiterada da Constituição da República, a privação dos cidadãos de serviços essenciais de proximidade, como é o caso da justiça com o encerramento de tribunais, que são o garante da legalidade ,da justiça, do Estado de Direito Democrático.

Mas a consciência da situação em que nos encontramos, só pode ser motivo de mobilização para as causas da liberdade, do progresso, da justiça, da justa repartição da riqueza produzida, da igualdade, da solidariedade.

Devemos celebrar a liberdade com a consciência de que uma vez adquirida, não está garantida para sempre. É um valor essencial que tem que ser constantemente defendido, afirmado, praticado e enaltecido. Continuar a ler