Montijo | sessão solene 25 Abril por Maria Amélia Antunes

Maria-Amelia-AntunesAssinala-se hoje, 25 de Abril, os 41 anos da Revolução dos Cravos e os 40 anos das primeiras eleições livres e democráticas para a Assembleia Constituinte.

O 25 de Abril abriu-nos as portas da liberdade e devolveu a Portugal a dignidade do seu lugar entre as nações livres do mundo.

Na vigência e com respeito pela Constituição da República conseguimos alcançar a consolidação do regime democrático, a integração europeia, a modernização e o progresso económico, afirmação das regiões autónomas, dos municípios e freguesias, um legado precioso da democracia que deve ser continuado, que não pode nem deve andar para trás.

Todos sabemos que acontecimentos recentes decorrentes da intervenção do FMI, do BCE e da União Europeia, a Troika, com o apoio deste Governo levaram a uma política de austeridade traduzida em cortes nos salários, nas pensões, nas prestações sociais que trouxeram grandes dificuldades aos cidadãos, às famílias e às empresas, a par do aumento de impostos, do aumento do desemprego, numa palavra do empobrecimento. Um ataque ao Estado Social, traduzido na degradação do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, da Segurança Social Pública, das condições de vida e de trabalho duramente conquistadas pelos trabalhadores nas últimas décadas. Toda a política de austeridade dos últimos anos teve e tem como consequência o aumento das desigualdades sociais. Toda esta situação que temos vivido abalou a confiança nas Instituições Democráticas, gerou incerteza, insegurança e intranquilidade. De facto, é só ter presente a violação reiterada da Constituição da República, a privação dos cidadãos de serviços essenciais de proximidade, como é o caso da justiça com o encerramento de tribunais, que são o garante da legalidade ,da justiça, do Estado de Direito Democrático.

Mas a consciência da situação em que nos encontramos, só pode ser motivo de mobilização para as causas da liberdade, do progresso, da justiça, da justa repartição da riqueza produzida, da igualdade, da solidariedade.

Devemos celebrar a liberdade com a consciência de que uma vez adquirida, não está garantida para sempre. É um valor essencial que tem que ser constantemente defendido, afirmado, praticado e enaltecido.

Nestes tempos difíceis que enfrentamos Portugal continua a conhecer situações inaceitáveis de pobreza, de marginalidade e de exclusão que urge combater e eliminar. É preciso dar dignidade às pessoas.

A complexidade do tempo que vivemos exige mais informação, maior esclarecimento, mais consciência, maior compreensão, mais competência, mais responsabilidade, mais verdade e transparência e acima de tudo procedimentos éticos para servir o bem comum. Combater a corrupção, os conflitos de interesses, a promiscuidade ,a calúnia e a mentira, saber separar como diz o nosso povo “O trigo do joio”,neste caso separar a política dos negócios. Só assim fortaleceremos a democracia ,a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas, a credibilidade dos políticos e da politica.

Os portugueses têm hoje, apesar das dificuldades, razões fundadas para acreditar nas suas capacidades individuais e coletivas. Este é o melhor e o maior legado do 25 de Abril. A maior riqueza de que Portugal pode dispor são os portugueses. É deles, do seu trabalho, do nosso trabalho, que dependerá o nosso progresso e a nossa prosperidade.

Mas para continuar Abril é preciso garantir que o progresso e o bem-estar são para todos, tal como o “sol quando nasce”.

Também no Montijo, na nossa cidade e no nosso concelho, nestes 41 anos, o legado do 25 de Abril permite-nos afirmar com orgulho e respeito que somos o que somos por Abril.

A globalização da economia,os mercados, o sistema financeiro colocam novos problemas para os quais é preciso encontrar novas soluções. Soluções equilibradas com justiça e equidade, para um Estado Social forte, e de um Governo que governe ao serviço de todos mas com a garantia de mais igualdade, mais desenvolvimento, mais emprego, mais educação, mais proteção social e melhores serviços de saúde e de justiça, não como o que tem acontecido nos últimos anos em Portugal .Rejeitamos “um Estado forte com os mais fracos e fraco com os mais fortes”.

O 25 de Abril permitiu-nos chegar até aqui, nestes 41 anos de democracia, honremos o passado e preparemo-nos para o futuro nos caminhos de Abril. Só quem honra o passado tem futuro.

Confio e devemos confiar na liberdade e na democracia, na certeza de que apenas a democracia permite encontrar as soluções para os problemas com que nos defrontamos. Temos de ter presente que vivemos numa sociedade em transformação, que só por si gera instabilidade, que coloca novos desafios que só podem ser travados e vencidos por pessoas competentes, honestas, responsáveis.

VIVA O 25 DE ABRIL,

VIVA O MONTIJO,

VIVA PORTUGAL.

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