Path: a cidade que se esconde debaixo de Toronto

Com 30 quilómetros de comprimento, a Path é a maior cidade subterrânea do mundo e esconde-se debaixo de uma congestionada Toronto, no Canadá. Este sistema, que liga mais de 50 edifícios, entre hotéis e escritórios, e atracções turísticas, foi inaugurado em 1900, com os primeiros túneis subterrâneos, mas só ganhou consistência nos anos 60 e 70, com as ligações entre eles e, mais tarde, em 1993, quando a cidade nomeou uma agência para coordenar a infra-estrutura.

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Esta rede subterrânea tem vários espaços comerciais, tem uma temperatura controlada – o que não é despiciendo quando se fala de uma cidade com neve durante grande parte do ano – e permite caminhar calmamente numa rede de túneis, evitando a confusão das ruas.

Segundo o The Guardian, a maioria das pessoa entra e sai do Path em diferentes locais, ou seja, utilizam-no por conveniência e não como destino. Ultimamente, por outro lado, esta incrível passagem subterrânea está a transformar-se numa atracção turística.

“O Path promove a caminhada”, explica James Parakh, gestor de design urbano na cidade e que lidera vários grupos turísticos no Path.

Por outro lado, o grande crescimento da cidade canadiana – é a cidade que mais cresce na América do Norte – está a promover a expansão do Path, que vê este subterrâneo como essencial para chamar novos proprietários. “O que acontece, efectivamente, é um grande número de pessoas a andar na cave de diferentes propriedades privadas”, explicou Grant Humes, director do Financial District Business Improvement Area de Toronto.

Críticas e elogios

Um das maiores críticas feitas ao Path é que ele retira pessoas das ruas. “O Path matou algumas lojas à superfície, mas não a culpa não é só dele”, revelou ao Guardian Craig White, que gere o blog urbantoronto.ca.

Segundo Humes, a questão está trocada. Foram as ruas e os passeios estreitos da cidade que promoveram a expansão do Path. “Foi por isso que criámos um outro ambiente, subterrâneo”, continuou”. Ou seja, o Path transformou-se numa solução para uma cidade cujas políticas de trânsito e de mobilidade não acompanharam o seu crescimento desmesurado. Este Fevereiro, o mais frio de sempre, o metro teve falhas constantes. “O Path transformou-se na salvação para os utilizadores de transportes públicos” – explicou Brad Hindson, um morador na cidade. “Podemos caminhar mais rapidamente que os avanços do metro”.

Segundo o Guardian, mais de 200.000 pessoas utilizam diariamente o Path, que tem uns impressionantes 1.200 negócios associados e emprega 6.000 pessoas. Ao fim-de-semana, curiosamente, a cidade subterrânea fica em silêncio e apenas 10% dos negócios abrem.

Perfeito para climas frios e quentes

A próxima fase de expansão do Path estará acima do solo, à medida que a rede avança para Sul, até ao Lago Ontário. “Quando planeámos esta nova secção da cidade pudemos começar tudo outra vez”, explica Parakh. “Quisemos ter passeios largos, árvores e outras paisagens citadinas”.

Segundo o responsável, o futuro de muitas cidades estará nestes túneis subterrâneos. “Há redes similares na América do Norte e pode funcionar para climas frios, como o Canadá, ou quentes, como a Arábia Saudita e Riade”.

Fonte: Green Savers

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