Lisboa aposta em capacitação tecnológica

Fonte: Smart Cities

Uma Academia de Código contra a falta de talentos tecnológicos em Portugal. É assim que a câmara municipal de Lisboa vê o seu programa de capacitação para programação e desenvolvimento de apps. A iniciativa começou no início deste ano, mas vai consolidar-se em Setembro, sendo alargada também a desempregados residentes na capital lisboeta.

imshare-sc

“Este ano, haverá 15 mil postos de trabalho tecnológicos que não serão preenchidos. É para tentar responder a este desafio que, a partir de Setembro, vamos lançar a Academia de Código”, avançou, a respeito, Graça Fonseca, da câmara municipal de Lisboa, durante o NOVA IMSHARE, a 29 de Maio. A vereadora da Economia, Inovação, Educação e Reforma Administrativa lembrou que a Academia já avançou, numa fase piloto, em três escolas básicas da cidade. Contudo, com o arranque do novo ano lectivo, a iniciativa será alargada a outras escolas.

Em paralelo, a intenção da autarquia é também trabalhar com residentes de Lisboa que estejam desempregados, de forma a “dotá-los de competências TIC [tecnologias de informação e comunicação]”.

A Academia de Código – que, de momento, está implementada na Escola Básica (EB) Bairro do Armador, EB Aida Vieira e Jardim Escola S. João de Deus – é uma iniciativa da autarquia lisboeta, em parceria com a Universidade de Aveiro e a Universidade Nova de Lisboa.

Em paralelo, Graça Fonseca frisou, no evento, a importância do empreendedorismo para Lisboa, como forma de potenciar mais-valias que diferenciam a cidade no quadro global. “Em três anos, chegaram duas mil candidaturas à StartUp Lisboa”, acrescentou.

 Atenções viradas para África

Centrado nos temas da informação, partilha e conhecimento, o NOVA IMSHARE reuniu, durante dois dias, especialistas em data, governança digital, ferramentas analíticas e smart cities. Neste último painel, o líder da IBM Smarter Cities para Portugal, Espanha Grécia e Israel, António Pires Santos, argumentou que o continente africano será “o próximo grande desafio em termos de cidades”.

Numa intervenção virada para as potencialidades da tecnologia ao serviço das cidades, o especialista da IBM lembrou ainda que os dados apenas são relevantes “se trabalhados em tempo real”. “A open data é fundamental para que uma cidade possa acrescentar valor ao cidadão e à economia”, acrescentou, adiantando ainda que “o futuro das cidades vai estar na computação cognitiva”.

Entre a tecnologia e a governança, houve também oportunidade de falar sobre as mudanças de mentalidade necessárias à criação de cidades mais inteligentes. “Assmart cities não são mais do que um conceito, que passa muito por mudar mentalidades”, apontou Sandra Neves, coordenadora de Negócios da Esri. Graça Fonseca, com a experiência da autarquia de Lisboa, reforça: “mais do que mudanças organizacionais, precisamos de mudanças de mentalidade”.

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