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Opinião | Desigualdades por Vieira da Silva

vieiradasilvaAs duas consequências mais pesadas das crises económicas que marcaram a sociedade portuguesa desde 2009 podem ser identificadas na redução brutal do investimento produtivo (que caiu para valores dos anos 80 do seculo passado) e no agravamento dramático da pobreza e das desigualdades.

São conhecidos os valores do acréscimo do risco de pobreza (pessoas a viver abaixo do limiar monetário de pobreza que corresponde a 60% da mediana do rendimento em Portugal). Em 2013 foram 19.5% os portugueses nessa situação o valor mais alto em dez anos. Nesse ano mais de 2 Milhões de cidadãos viviam abaixo do limiar de 411 euros por mês.

É sabido que essa é uma medida de pobreza relativa que não expressa plenamente o agravamento das condições de vida dos mais pobres. Bastava considerar como linha de pobreza aquela que existia em 2009 para reconhecer que o valor subiria para 2.7 Milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza.

É também conhecido que são as crianças, as famílias monoparentais e os dependentes, alguns daqueles que mais duramente sofrem com a pobreza, o que perpetua, no caso das crianças, a condenação geracional à pobreza.

Mais recentemente foram conhecidos com maior detalhe os dados sobre o crescimento das desigualdades. E eles são, infelizmente, muito explícitos.

Quem mais perdeu rendimentos foram os mais pobres. Os dez por cento dos cidadãos com menos rendimentos viram, entre 2009 e 2013, cair o seu nível de vida em 24%, três vezes mais do que os 10% mais ricos.

A explicação para este agravamento de desigualdades não é difícil de explicar: o desemprego e o corte das prestações sociais de combate à pobreza produziram um efeito mais duro naqueles que já possuíam piores condições de vida.

A estes números responde o governo que as coisas já melhoraram desde 2013. Infelizmente é muito duvidoso que tal seja verdade para os mais frágeis da nossa sociedade. Não são esses os sinais que as instituições sociais transmitem do seu trabalho no terreno e, por outro lado, se é verdade que existiu alguma recuperação de emprego (ainda que de má qualidade) também é verdade que os cortes dos apoios sociais se acentuaram e que se acumulam os desempregados que chegam ao fim do período de subsídio sem encontrarem uma alternativa de emprego. Continuar a ler

Lisboa | maior espaço verde do centro histórico inaugurado

O Jardim da Cerca da Graça, o maior espaço verde de acesso pública da zona histórica de Lisboa, foi inaugurado no passado dia 17 de junho, pelas 18h30. O jardim tem 1,7 hectares e vai assegurar a ligação entre os bairros da Graça e da Mouraria.

Des. N4 - Plano Geral-esc.500

O projecto levou à plantação de cerca de 180 árvores e arbustos, à criação de um relvado central, três miradouros, um parque de merendas e um pomar. Terá ainda um quiosque com esplanada e um parque infantil.

Há muito, porém, que o jardim está para ser inaugurado. “Os problemas e os atrasos deles resultantes foram mais que muitos, mas tudo leva a crer que, desta vez, será mesmo a sério”, escrevia, em Março, O Corvo.

Segundo o site, especializado em temas da cidade, a inauguração chegou a estar prevista para 2009, mas os trabalhos apenas começaram há dois anos. Ainda assim, as obras estiveram paradas quase um ano, tendo sido retomadas apenas em Setembro. Entretanto, vários argumentos foram dados para o adiamento, desde a descoberta de mas de ossadas de mais de cinquenta cadáveres, provavelmente do terramoto de 1755 ou qualquer surto de peste, ou as más condições meteorológicas, que teriam levado ao empapamento dos terrenos. Continuar a ler

Intervenção da Deputada Catarina Marcelino

Intervenção no âmbito do Debate Marcação do BE e Projecto de Lei (BE) Lei de Emergência Social.