Lisboa a par da Europa na separação de resíduos

A maior adesão, a nível nacional, ao processo de separação de embalagens usadas, surge em Lisboa, com 79% das famílias a fazer “separação doméstica”. Os números, da Missão Reciclar, que agora termina, referem-se ao distrito, mas, garantiram os responsáveis da Sociedade Ponto Verde (SPV), “se isolarmos Lisboa os números só podem melhorar”. Os valores divulgados “colocam Lisboa a par dos países que vão mais à frente ”como é o caso da Bélgica, Alemanha”.

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As conclusões, do maior estudo realizado até hoje pela SPV, foram apresentadas dia 9 de julho, nos Paços do Concelho de Lisboa, com a presença de Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara Municipal, Luis Veiga Martins, da SPV, representantes da Agência Portuguesa do Ambiente, Quercus, Empresa Geral do Fomento e técnicos da autarquia.

Os resultados agora conhecidos “devem-se em muito à Sociedade Ponto Verde”, começou por dizer Duarte Cordeiro. Sem o seu contributo “este trabalho de sensibilização não tinha sido possível e hoje não teríamos com certeza os resultados que temos”.

Também no município “todos estamos de parabéns”, sublinhou, numa referência aos serviços da Higiene Urbana, e a “um trabalho que já vem de há muito tempo”. A Câmara de Lisboa, recordou Duarte Cordeiro, “começou há cerca de trinta anos, a colocação de vidrões na via pública e, ainda nos anos 90, começou a fazer a recolha porta-a-porta, de papel e cartão nos grandes produtores”. Uma recolha que, a partir de 2003, se veio a estender aos lares de Olivais e Alto do Lumiar, com o inicio “da recolha seletiva porta-a-porta, de papel e embalagens”. Continuar a ler

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Humor | O efeito yo yo por Henrique Monteiro

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PS apresenta cabeças de lista às Legislativas 2015

O Secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, comunicou os cabeças de lista às eleições legislativas na reunião da Comissão Política Nacional, realizada no passado dia 10 de julho.

António Costa encabeça a lista por Lisboa. Já em Setúbal, Ana Catarina Mendes lidera a lista do PS.

Conheça os cabeças de lista do PS às legislativas 2015 aqui.

Ana Catarina Mendes, 42 anos, nasceu em Coimbra, licenciada em Direito. É advogada.

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Entrou na JS em 1991, foi Presidente da concelhia da JS de Almada e presidente da Federação distrital da JS de Setúbal. Fez parte do Secretariado Nacional da Juventude Socialista com o pelouro da Educação.

É Deputada à Assembleia da República desde 1998, com participação nas Comissões Parlamentares de Educação, Assuntos Europeus e Direitos, Liberdades e Garantias. Foi membro do Conselho da Europa na Comissão de Migrações, Refugiados e População. Continuar a ler

Sintra vence prémio de Município do Ano na categoria “Área Metropolitana de Lisboa”

A Câmara Municipal de Sintra venceu o prémio de Município do Ano, na categoria “Área Metropolitana de Lisboa”, nos prémios “Município do Ano Portugal 2015”, que têm como objetivo reconhecer e premiar as boas práticas em projetos implementados pelos municípios.

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Na categoria regional, “Área Metropolitana de Lisboa”, o júri premiou Sintra pela aposta no Conselho Estratégico – Instrumento de Melhor Governo Municipal.

A autarquia apresentou o projeto Conselho Estratégico – Instrumento de Melhor Governo Municipal, assente em 2 eixos: Empresarial e Ambiental, como exemplo de boas práticas, com reais implicações no dinamismo institucional autárquico, e com relevantes impactos a nível social, económico, ambiental e territorial.

O evento visa distinguir as autarquias com projetos de impacto assinaláveis no território, na economia e na sociedade, que promovam o crescimento, a inclusão e a sustentabilidade. Continuar a ler

Opinião | Pensar Cidade por José Caria

josecariaAs dinâmicas objetivas e subjetivas subjacentes ao crescimento de cidades e, em particular, ao seu desenvolvimento no tipo metropolitano, conjugam diferentes dimensões complementares.

Se a motivação primordial que leva ao assentamento e à afirmação urbana pode ser diferenciada, desde as cidades que nasceram à volta de universidades ou bairros ferroviários, até às cidades que se desenvolveram em torno de portos marítimos e/ou fluviais, ou, ainda, de espaços industriais, o seu desenvolvimento processa-se, posteriormente, em ciclos de desenvolvimento alternados, nos quais se amadurecem as outras vertentes da vivência urbana.

A vida social complexificou-se, o que não significa que os seres humanos passassem a ter, forçosamente, uma vida mais complicada e difícil desde que residem em cidades. Se assim fosse integralmente seria duvidosa a evolução verificada.

Os problemas e conflitos surgem por outras razões, a saber : – a apropriação antissocial de “parcelas do globo terrestre” e, logo no início da história, o controlo dos fluxos de excedentes alimentares, por uma minoria de indivíduos que, em proveito próprio, estabeleceram o rentismo. Já anteriormente haveria, provavelmente, manifestações homólogas em torno de outras questões vitais para as sociedades humanas.

É corrente afirmar-se que “com o crescimento do nu´mero de habitantes e o aumento da riqueza, surgiu na cidade outra espécie de divisão: a divisão entre os ricos e os pobres, que nasceu com a outra grande inovação da vida urbana que foi a instituição da propriedade”.

O problema das “cidades” não está nelas em si mesmas, mas, sim, na apropriação antissocial de partes muito significativas do solo, dos recursos naturais, dos fatores de produção e, até, do trabalho realizado pelos seres humanos. Continuar a ler