A cidade de Jun, em Granada, é a primeira do mundo a gerir todos os seus serviços públicos através do Twitter

Fonte: Green Savers

A cidade de Jun, em Granada, é a primeira do mundo a gerir todos os seus serviços públicos através do Twitter. Com apenas 3.500 habitantes, a cidade tem um passado ligado à inovação comunitária, na forma como integra os seus habitantes com a administração pública, e esta nova estratégia de atendimento aos munícipes não foge à regra.

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“O Twitter criou a sociedade ao minuto: perguntas rápidas e respostas rápidas… decidimos que todos [os funcionários públicos] têm que ter uma conta [lá], para que possam ver se as pessoas valorizam o seu trabalho”, explicou o mayor de Jun, José António Rodríguez [na foto], ao Guardian.

Ligados ao Twitter, os serviços públicos podem responder rapidamente às dúvidas dos cidadãos, disseminando todas as informações que lhes possam interessar – cerca de 600 habitantes de Jun já assinaram o serviço e podem partilhar informações sobre crimes, reservar salas para reuniões na câmara municipal, identificar lâmpadas que estejam fundidas e até marcar uma consulta no médico.

Os cidadãos mais idosos, menos representados nas redes sociais, estão também a ser incentivados a utilizar o Twitter – alguns estão a ter aulas para esse efeito. Na verdade, toda a cidade tem wi-fi e existem computadores que podem ser utilizados na própria câmara municipal, por isso não existe nenhuma discriminação na utilização desta nova forma de comunicação. Continuar a ler

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Tempo de Antena Partido Socialista

Oeiras quer tornar-se a primeira cidade analítica do país

Fonte: Smart Cities

Oeiras quer tornar-se na primeira cidade analítica do país, mas está consciente de que os desafios “são imensos”. “Não basta acumular dados em bases gigantescas, é preciso pensá-los, relacioná-los, interpretá-los e, sobretudo, partilhá-los”, reconheceu o autarca do município, Paulo Vistas, durante a conferência “Oeiras | A Smarter Future – uma perspectiva analítica”.

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Para tornar o território mais analítico e inteligente, a câmara municipal vai levar a cabo o projecto “Oeiras Urban Analytics Hub”, encontrando-se, agora, a trabalhar com uma equipa da consultora de gestão Ernst & Young e uma outra da autarquia com o objectivo de representar um “exemplo para outros municípios portugueses e também no exterior”.

Até porque, “os dados não servem de nada guardados nos municípios”, lembrou Marco Painho, coordenador da pós-graduação em Smart Cities da NovaInformation Management School (Nova IMS). “Partir para uma iniciativa de ‘dados abertos’, como esta, é um acto de coragem e só é possível com muita transparência na governação, uma vez que todos os dados da administração local vão estar disponíveis, em bruto, para se poder olhar para eles e criar melhores serviços”, enfatizou.

A ambição do município tem, no entanto, vários fundamentos, na opinião do secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel Castro Neto, desde logo porque “há vários anos que aposta na informação geográfica como factor diferenciador e potenciador de novas formas de tomar decisões”. E é por essa razão que tem “uma infra-estrutura de dados espaciais que alavanca este processo de uma maneira impressionante”. Continuar a ler