Start-ups | que cidades fazem a diferença?

Fonte: Smart Cities

De São Francisco a Tel Aviv ou São Paulo, o ambiente de incentivo à criação de start-ups faz a diferença. Tendo isso em conta, a Compass analisou os vários ecossistemas de fomento a start-ups, à escala urbana, por todo o mundo, concluindo um “Ranking Global de Ecossistemas de Start-ups”. A já estabelecida Silicon Valley continua a assumir a dianteira como ambiente mais favorável à criação de uma nova empresa de base digital, mas há cada vez mais cidades a afirmarem-se como ecossistemas de excelência.

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Através da análise de critérios de desempenho, financiamento, alcance de mercado, talento e experiência das start-ups, são 20 os ecossistemas mais propícios à formação de start-ups. A confirmar as disparidades entre América do Norte e Europa, neste domínio, apenas quatro cidades europeias surgem no ranking (Londres, em 6º; Berlim, 9º; Paris, 11º; Amesterdão, 19º), comparando com 10 ecossistemas dos Estados Unidos e Canadá.

Silicon Valley assume a dianteira, com pontuações máximas em todos os parâmetros, à excepção do alcance de mercado. O ninho das gigantes Apple, Intel, Google, Facebook e Twitter, só para apontar alguns exemplos,  mantém-se estável como a grande referência mundial para novas empresas de base digital e tecnológica. Mesmo assim, Nova Iorque, em segundo lugar, segue-lhe rapidamente as pisadas. E com um ‘bónus’:  permite, às suas start-ups, a dimensão de mercado que fica aquém em Silicon Valley. Desde o último ranking, em 2012, a cidade subiu da quinta posição para este segundo lugar no pódio, “solidificando a sua posição como ecossistema dominante na Costa Leste dos Estados Unidos”. Os pontos mais fracos da ‘Big Apple’? A disponibilidade de talento, sobretudo.

A completar o top 3, Los Angeles apresenta também um desempenho sólido como ecossistema, destacando-se sobretudo ao nível do alcance de mercado e financiamento.

Entre os 20 melhores ecossistemas, destaque ainda para o desempenho de cidades como Singapura (10º), São Paulo (12º) e Bangalore (15º), como principais motores de start-ups na Ásia e América do Sul. A respeito de São Paulo, a análise reforça que a metrópole “tem uma abundância de venture capital”, mas “poucas saídas, pelo que a falta de liquidação está, provavelmente, a sufocar o crescimento do ecossistema”. Já Bangalore teve um “crescimento explosivo” nos últimos anos, obtendo o maior crescimento em venture capital do top 20 entre 2013 e 2014 (quatro vezes mais).

A análise da analista de mercado Compass regista ainda as desigualdade de género nas start-ups de todos os ecossistemas. A cidade com menor disparidade entre homens e mulheres na criação de start-ups é Chicago (30% de mulheres na liderança de start-ups). A tendência tem sido, no entanto, de aumento da participação de mulheres neste sector. Nos últimos três anos, o número de criadoras de start-ups cresceu 80%, no ecossistema global.

O ranking adianta ainda que “os ecossistemas de start-ups nos Estados Unidos (e, a uma menor escala, no Canadá) são os únicos lugares no mundo onde um engenheiro de software recebe um salário maior por trabalhar numa start-up do que num emprego comparável numa empresa mais estabelecida [no mercado]”.

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