Entrevista | Ana Catarina Mendes: “é preciso recuperar a confiança dos portugueses”

Fonte: Diário do Distrito

Vice-presidente da bancada socialista na Assembleia da República e presidente da Federação Distrital de Setúbal, Ana Catarina Mendes é a cabeça de lista pelo PS por Setúbal.

AnaCatarinaMendes

Quais são as perspectivas do Partido Socialista para as eleições legislativas?

A primeira grande perspectiva é ganhar as eleições legislativas no país e no distrito de Setúbal, um dos mais importantes, porque seria o consolidar de uma grande vitória do PS.

Perante os momentos muito difíceis que temos tido, o PS aposta na devolução da confiança e da esperança aos portugueses, confiança que desejamos que seja retribuída no dia 4 de Outubro.

O tecido empresaria, nomeadamente as pequenas e micro empresas, foram bastante prejudicadas pela política de austeridade. O que tem o PS a oferecer às que conseguiram manter-se?

Temos no programa eleitoral programas específicos para as pequenas e médias empresas do país, de forma a promover a sua recuperação uma vez que estas foram alvo de um ataque fiscal muito grande e viram os seus custos de produção aumentar enormemente, Neste momento essas empresas precisam de apoios financeiros que os ajudem a relançar-se na economia portuguesa e para isso contamos com um financiamento específico para pequenas e médias que lhes permitam obter mecanismos financeiros para esse passo.

É evidente que a máquina fiscal tem de ser alterada, o PS tem essa noção, e aponto apenas um exemplo de um dos sectores mais afectados com a imposição fiscal dos últimos anos, o da restauração, sobre o qual o PS já assumiu o compromisso de que voltará a baixar o IVA do sector.

Temos um quadro do nosso cenário macro-económico, onde fazemos as contas com rigor daquilo que devem ser as medidas a adoptar nos próximos tempos, bem como a forma como podemos auxiliar as pequenas e médias empresas. O que posso afirmar é que teremos novidades, que podem ter a ver com incentivos e fundos financeiros ou poderão estar relacionados com a questão fiscal.

«O distrito de Setúbal tem três graves problemas»
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O que faz uma cidade um sítio melhor para viver?

Fonte: Smart Cities

Melbourne (Austrália), Viena (Áustria) e Vancouver (Canadá) são as cidades com melhores condições para viver, diz o Global Liveability Ranking 2015. O barómetro, divulgado esta semana pelo The Economist Intelligence Unit (EIU), mostra que, entre os vários factores, a estabilidade é determinante para a qualidade de vida.

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Enquanto estas três cidades se mantiveram firmes na liderança da tabela no último ano, no que toca à qualidade de vida, pelo resto do mundo, as oscilações são várias. Das 140 cidades avaliadas no estudo, 53 viram as suas posições noranking mudarem nos últimos 12 meses, sendo que grande parte – 53 cidades – foi para pior. O que levou a estas oscilações? Na maioria, factores relacionados com instabilidade e insegurança: manifestações, actos terroristas, violência, etc. O último ano foi também marcado por protestos contra o abuso de força policial ou a austeridade, o que elevou o risco de tumultos públicos em muitos países, nomeadamente nas cidades dos Estados Unidos com toda a agitação face às várias mortes de afro-americanos sob custódia policial.

O impacto de um ambiente estável na qualidade de vida urbana é ainda mais evidente numa análise a cinco anos. O relatório aponta a fragilidade da estabilidade como a principal causa para a queda da pontuação da qualidade de vida média global. O indicador encontra-se agora nos 75% e caiu 1% nos últimos cinco anos, sendo que um terço desse quebra registou-se apenas no último ano. Já a estabilidade média global diminuiu 2,2% desde 2010 (74,5% para 72,3% actuais). Continuar a ler