Smart Cities vão gerar quase dois biliões de euros

Fonte: Smart Cities

À medida que o número de cidades inteligentes aumenta um pouco por todo o mundo, as receitas geradas deverão atingir cerca de 1,8 biliões de euros, em 2020. Esta é, pelo menos, a projecção da consultora Arthur D. Little, que indica, ainda, que as smart cities têm o potencial de fazer crescer o PIB de uma metrópole ou região em mais de 15%.

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O investimento continuado, sobretudo, por parte dos governos locais na modernização de infra-estruturas residenciais e sociais, como habitações e escolas, é um dos aspectos que mais contribuiu para a estimativa de que, nos próximos cinco anos, a taxa de crescimento das receitas provenientes das cidades inteligentes será de 13,9%. Mas não só. “Hoje, a maioria dos investimentos em smart cities estão a convergir para as smart grids, redução das emissões de carbono, banda larga pública (como Wi-Fi gratuito) e automação de edifícios”, destaca Ansgar Schlautmann, presidente global do Innovative Business Designs Competence Centre e um dos autores do estudo da Arthur D. Little.

Mais de 100 cidades, identificou a consultora, encontram-se a implementar de alguma forma o conceito “smart city”, sendo os serviços potenciados pela Big Data e os que fornecem informações ao sector privado para o desenvolvimento de serviços “abertos” os que dominam as tendências.

Cidades como Berna (Suiça), Frankfurt (Alemanha) e Atlanta (Estados Unidos), por exemplo, encontram-se numa primeira fase da curva de maturidade no âmbito das smart cities, investindo maioritariamente em marketing, no sentido de melhorar a imagem da cidade e de criar uma maior consciencialização para esta temática. Enquanto Berlim (Alemanha) e Dublin (Irlanda) já implementam projectos pilotos, ainda que não possuam programas de larga escala.

Já Helsínquia (Finlândia), Viena (Aústria) e Luxemburgo estão a expandir o conceito de smart city implementando iniciativas verticais, sendo que estas estão a ser levadas a cabo com base numa “abordagem de Silo”. Nanquim (China), Manchester (Reino Unido), Valência (Espanha) e Seul (Coreia do Sul), por seu turno, seguem uma “abordagem de plataforma que actua como um agregador e coordenador entre os diferentes verticais de uma cidade — permitindo, assim, reunir informações proveitosas e oferecer serviços ‘End-to-End’”.

Este tipo de abordagem é recomendada no estudo da consultora, que destaca que as cidades devem criar, desde logo, uma estratégia comum que junte diferentes iniciativas verticais numa única plataforma, criada para fornecer “um desenvolvimento horizontal das iniciativas dentro da cidade como um todo”.

“Entrar em parcerias estratégicas com iniciativas relevantes permite a uma cidade ter disponível o tipo de ferramentas e capacidades para iniciar projectos de relevância. Por último, as cidades devem informar os cidadãos dos tipos de projectos e tecnologias ao seu dispor no contexto de melhorar as suas actividades diárias”, concluiu-se no estudo.

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