Oeiras analítica arranca em 2016

Fonte: Smart Cities

São, ao todo, 12 iniciativas principais, a implementar ao longo dos próximos cinco anos, para fazer de Oeiras a primeira cidade analítica portuguesa. Oroadmap, farol que guia a estratégia do município para cumprir este objectivo, foi apresentado, ontem, no âmbito do seminário “Oeiras | A Smarter Future – let’s do it”, tendo como palco o Taguspark – Parque de Ciência e Tecnologia.

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Para começar, um dos gaps que Oeiras quer colmatar é, sobretudo, a falta de informação dos seus munícipes, dado que numa consulta pública, assente em 246 questionários, concluiu-se que entre 80 a 90% das pessoas não conheciam as iniciativas smart do município – ou não tinham contacto – e entre 60 a 70% desconheciam o que são cidades inteligentes. “Só 20% dos idosos conhecia o Serviço de Tele-Assistência Domiciliária”, exemplificou Pedro Costeira, um dos membros da equipa da Ernst & Young (EY), consultora responsável por delinear esta estratégia para Oeiras.

“A primeira coisa que nós temos de fazer é chegar às pessoas porque o seu envolvimento é absolutamente fundamental. Temos de conseguir comunicar melhor”, destacou Silvia Breu, chefe do Gabinete de Prospectiva Desenvolvimento Estratégico e Informação Geográfica da câmara municipal de Oeiras. “Muitas pessoas não conheciam as iniciativas, mas consideraram-nas interessantes depois de as conhecer”, revelou.

Há, no entanto, outro requisito prioritário para pôr em marcha este plano: a criação de uma unidade de gestão, prevista para Janeiro de 2016, cujo objectivo será “agilizar a execução deste megaprojecto”, adiantou a EY. O passo será seguido pela concepção de uma aplicação móvel que “permita melhorar as funcionalidades existentes” na actual plataforma tecnológica “O Meu Bairro”, de forma a assegurar que os moradores podem registar incidentes em qualquer lugar, ao qual se soma um Portal Único que visa “adicionar funcionalidades e usabilidades dos principais portais existentes”, como são o caso do E-City e do GeoPortal.

A curto prazo, pretende-se também estimular a utilização de equipamentos inteligentes, como sistemas de rega smart, iluminação automática/LED ou painéis solares, por parte dos cidadãos e empresas, implementar uma infra-estrutura capaz de aumentar a cobertura de rede aberta, assim como o desenvolvimento de aplicações móveis, referentes às várias áreas de actuação da cidade, para a divulgação de dados.

Mobilidade, segurança e dados

Mais distante no horizonte, está a inclusão de uma rede de partilha de carros e bicicletas como forma de completar o sistema de transportes públicos já existente e de dar resposta à falta de interligação de horários entre autocarros e comboios evidenciada pelos municípes. É também nesta linha que se pretende criar um cartão único para todos os transportes públicos e a possibilidade de adquirir bilhetes ou renovar passes através do smartphone. Estes instrumentos devem “conter informações sobre o utilizador que permitam adaptar as tarifas consoante os recursos económicos do mesmo”.

A criação de um Smart Safe Centre, por seu turno, destina-se às forças de segurança, ajudando-as a tomar decisões estratégicas e operacionais, prevenindo acidentes e melhorando a actuação destes intervenientes.

O cérebro de todas as iniciativas a implementar ao nível da smart city será uma Plataforma Única de Dados, estando também prevista neste roadmap a criação de um Living Lab, um laboratório para a “experimentação de soluções e tecnologia para cidades inteligentes”.

“O nosso objectivo final é tirar partido da informação que se recolhe diariamente, seja através da administração local, empresas ou cidadãos: desde sensores espalhados pelo concelho até aos próprios smartphones de cada um”, adiantou Ângelo Pereira, vereador da câmara municipal de Oeiras. Para tal, o município pretende envolver “todos os actores no território na construção de ferramentas que permitam uma gestão partilhada e participada de todos os cidadãos e empresas”, ao mesmo tempo que cria “mais oportunidades de recolha de informação e para torná-la aberta e disponível”.

Depois do arranque do projecto, em Julho, ao qual se seguiu o levantamento das iniciativas smart já em curso, uma consulta pública e workshops para encontrar soluções, Ângelo Pereira acredita que “começa aqui uma nova vida para Oerias como cidade analítica, que permitirá responder às exigências dos váriosstakeholders envolvidos, mas sobretudo proporcionar uma melhor qualidade de vida aos munícipes”.

Os próximos passos, agora, serão a instituição de uma equipa de projecto, umroadshow de apresentação das iniciativas aos cidadãos e empresas e a definição de uma task force para cada uma das iniciativas propostas.

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