A cidade dos mil milhões onde ninguém vai viver

Fonte: Observador

O estado americano do Novo México está recheado de cidades fantasma. Muitas delas ficaram autenticamente sem vida quando terminou, em meados de século XIX, a “corrida do ouro”. Nesse ano começaram a surgir notícias de que tinha sido encontrado ouro algures na Califórnia. Milhares de pessoas largaram tudo para correr atrás do “El Dorado”. Cidades inteiras ficaram vazias. Até hoje.

Agora, no deserto do Novo México, vai ser construída mais uma dessas cidades. Um projeto megalómano com um custo a rondar os mil milhões de dólares (quase 900 milhões de euros). Mas ninguém lá poderá viver.

Como conta a CNN, esta cidade, que poderia albergar 35 mil pessoas, terá um moderno centro de negócios, parques, centros comerciais e uma igreja. O CITE (Centro de Inovação, Teste e Avaliação), nome dado ao projeto, é da autoria da empresa de telecomunicações Pegasus Global Holdings, terá um centro dedicado a experiências e testes em matérias como o transporte, construção, comunicações e segurança com quase 4 mil metros quadrados e vai ser o centro de desenvolvimento de novas tecnologias para o ambiente urbano. No fundo o objetivo é parecer uma cidade americana como todas as outras. Mas sem gente.

Com zonas dedicadas ao desenvolvimento de novas formas de agricultura, energia e tratamento de águas, o CITE terá uma base de dados subterrânea que providenciará informação em tempo real.
Em declarações à CNN, o diretor administrativo da Pegasus, Robert Brumley explica que “a visão é um ambiente onde novos produtos, serviços e tecnologias podem ser testados sem desregular o quotidiano.” O quotidiano não afetado, porque não vai haver espaço para casas de habitação. Ali só se trabalha.

Por isso, esta cidade pode vir a ter carros sem condutores conduzidos por drones de trânsito e os edifícios serão construídos para resistirem a qualquer catástrofe natural e estarão equipados com equipamento robótico.

Como diz Brumley, este espaço vai ser como um “íman para as pessoas com ideias e tecnologias, onde podem, não só testá-las como interagir com elas.”

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