Opinião | A vitória do PS em Setúbal não é fruto do acaso

euridice-pereiraSetúbal foi o único distrito onde o Partido Socialista venceu as eleições legislativas em todos os concelhos com percentagem de votos superior à nacional em perto de 80% deles. Ficamos agora com mais dois representantes no Parlamento, exatamente os mesmos que a direita perdeu. Dos 18 deputados deste Círculo Eleitoral, o sétimo a ser eleito pelo PS, aplicado o método de Hondt, acontece na antepenúltima entrada o que dá bem conta da expressiva votação obtida.

Estes resultados adquiriram maior significado considerando que o distrito teve a oportunidade de expressar a avaliação da ação governativa na pessoa de Maria Luís Albuquerque, personagem-símbolo da austeridade que tem vindo a ser praticada, e, decidir, com clareza, quem devia protagonizar a alternativa, o PS como se viu.

De facto, em sentido inverso do que se disse para a prestação do Partido Socialista, a Coligação PSD/PP é fortemente penalizada quer em número de votos, em que perde na ordem dos 61 mil , quer em número de deputados eleitos, tendo agora cinco mandatos. Registe-se que o quinto deputado a ser eleito pela Coligação é o último da distribuição dos 18 mandatos. Incontornável penalização.

A CDU perdeu, também, mais de 3 000 votos, e é a segunda força política apenas em 4 dos 13 concelhos do distrito e mantém os mesmo 4 eleitos que já tinha, mas com uma folga mais apertada, considerando que o último deles é a penúltima eleição.

O BE arrecada mais um deputado, fica agora com 2, por força de um aumento significativo de votos, mantendo-se, no entanto, no distrito, atrás da CDU, posicionamento contrário ao obtido no país.

Diga-se o que se disser, estes resultados não são obra do acaso. O Grupo Parlamentar do PS do distrito de Setúbal foi, ao longo dos mais de 4 anos de governação de direita, uma presença interventiva no e pelo território. Foram introduzidos novos métodos de envolvimento da abordagem política entre eleitos, militantes, simpatizantes e população em geral de que as primeiras Jornadas Parlamentares Distritais são disso muito bom exemplo. Acresce a clareza com que a estrutura distrital traçou o caminho a seguir e o envolvimento e capacidade de resposta do Partido no seu todo. Nesta reta final da legislatura, foram cerca de dois meses e meio de intensa participação nos concelhos com um crescente envolvimento de pessoas que nunca parou de se multiplicar.

Chegados aqui é agora a hora de saber corresponder a este reconhecimento público que os cidadãos eleitores fizeram questão de expressar de modo tão claro.

Obriga-nos a superar o que de inovador já havíamos introduzido no quotidiano político da representação que nos foi conferida. Se há coisa que sei é que não podemos falhar e…não vamos falhar.

Pessoalmente não quero deixar passar esta oportunidade sem dizer que estou absolutamente consciente da responsabilidade e importância da reeleição e que a minha atuação terá sempre isso presente.

São particularmente difíceis os tempos, muito controversos até, o que convoca todas as nossas energias e saber fazer. Não vamos faltar à capacidade de encontrar as melhores respostas. Marcaremos presença. Porque tem de ser. Porque queremos estar.

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