Marco Ferreira: «Vítor Pereira ligava-me para favorecer o Benfica»

Assim se faz um campeão…

Fonte: Record

Marco Ferreira acusou este sábado Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem, de ligar aos árbitros antes dos encontros do Benfica para pressioná-los a favorecer o bicampeão nacional.

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“Não vou dizer que o Benfica pede ao Vítor Pereira para ligar aos árbitros no sentido de os favorecerem. Mas ele faz isso porque é o único clube que ainda o apoia. Ele não quer que nenhum árbitro que o Benfica não goste arbitre os seus jogos”, garantiu numa longa entrevista ao jornal espanhol “As”.

O árbitro, que foi despromovido no final da última temporada, garante que nunca recebeu qualquer pressão das águias. “O Benfica nunca falou comigo. Mas o Vítor Pereira sim. Nas semanas em que eu ia dirigir um jogo do Benfica ele ligava-me sempre a pedir para ter cuidado e para que tudo corresse bem. Nunca fazia isso quando eu arbitrava o FC Porto, por exemplo. E fazia isso não só a mim como a vários colegas”.

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Sport Lisboa e Benfica vs Sporting Clube de Portugal

Prognóstico: SLB 0 – SCP 3

o duelo

 

Montijo | PSD dá passo atrás para viabilizar Orçamento Municipal

Fonte: Diário da Região

O PSD apresentou um conjunto de propostas ao presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, na segunda reunião ao abrigo do estatuto da oposição, que decorreu na passada terça-feira, tendo em vista viabilizar o Orçamento Municipal para 2016.

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No preâmbulo do documento apresentado pelos vereadores do PSD, fica, desde logo, subentendida a predisposição dos social-democratas em viabilizarem o próximo Orçamento Municipal – que deverá ser apresentado na reunião de Câmara do dia 28 deste mês –, depois de, neste mandato, terem sempre votado contra o documento.

“Ficou patente que no Orçamento Municipal deste ano [2015] foram incluídas algumas das propostas apresentadas pelo PSD no ano de 2014, que, por escolha do PS, não foram integradas no Orçamento Municipal do ano anterior”, refere o PSD no preâmbulo do documento que conta com várias propostas apresentadas a Nuno Canta, acrescentando ainda que “no momento actual, e no que se refere ao Orçamento Municipal para 2016, o PSD pretende o estabelecimento de uma plataforma produtiva e favorável ao entendimento” em prol dos montijenses.

Entre o conjunto das propostas que os social-democratas querem ver assumidas pela gestão socialista e que entregaram ao presidente da Câmara, destacam-se: “a realização de Orçamento Participativo; a descentralização de serviços municipalizados na zona Este do concelho, em Pegões e Canha; a revisão dos protocolos de execução com as freguesias; e reuniões de câmara descentralizadas.”

Além destas, o PSD propõe ainda que a maioria PS aceite a “programação de execução de infra-estruturas nos bairros periféricos; a valorização do Parque de Exposições [Montiagri]; o arranjo do Largo da Feira de Canha; o reforço de equipamento de protecção individual para os funcionários da Câmara; a substituição de coberturas de fibrocimento nos edifícios municipais; a continuação de instalação de passadeiras exteriores em escolas; e a extensão do horário da Biblioteca Municipal”. Continuar a ler

Opinião | A Voz do Povo por Eduardo Cabrita

eduardocabritaEscrevo sem saber como Cavaco Silva deu cumprimento ao seu poder constitucional de nomear o primeiro-ministro “ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais”. Uma vespertina comunicação ao País poderá ter já desatualizado este escrito. Os acontecimentos ocorridos desde 4 de outubro tornam irreversível a chegada da democracia portuguesa a uma idade madura em que todos os votos e partidos são iguais em legitimidade e responsabilidade. Numa democracia plena, todos os mandatos parlamentares são decisivos e a morte do “arco da governação” acaba com o mito orwelliano de que alguns partidos mandam e outros têm direito a protestar.

A iniciativa política lançada por António Costa e a, para muitos surpreendente, disponibilidade dialogante do BE e do PCP , independentemente dos resultados de curto prazo na formação do próximo Governo, representam o fim da assimetria do nosso sistema político que levou a que se criasse durante 40 anos a ideia da existência de um direito natural da direita a governar ou a influenciar decisivamente as opções governativas.

Desde 1979, exceto no mandato de maioria absoluta do PS, o PSD esteve sempre no poder ou foi decisivo na aprovação dos orçamentos e no condicionamento das políticas económicas. O PCP e, mais recentemente, o BE deixaram-se acantonar no conforto de forças de protesto. O PS, se ousou furar o “arco constitucional” ao integrar o CDS de Freitas na governação, nunca fora capaz (salvo em Lisboa) de superar os traumas do PREC e liderar o diálogo à esquerda.

A partir de agora, a direita sabe que perdeu o poder de chantagem sobre o PS resultante da inexistência de possibilidade de entendimentos à esquerda e que só a maioria absoluta os legitima para aplicar programas de conflito com o consenso social de quatro décadas de democracia. Continuar a ler

Conheça as empresas portuguesas que mais exportam… e as que mais importam…

Fonte: Visão

Conheça o ranking das 10 empresas portuguesas que mais contribuem para o equilíbrio da nossa balança comercial (e para o desequilíbrio, já que também publicamos a lista das 10 maiores importadoras).

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E a grande campeã das exportações é a Petrogal. Esta subsidiária da Galp Energia é a única refinadora no nosso País, responsável por transformar petróleo em produtos refinados, que depois distribui em Portugal, Espanha, Cabo Verde, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Gâmbia e outros países africanos.

Mas como o petróleo, em Portugal, não jorra por entre as pedras, a Petrogal também é, por ironia, a nossa maior importadora, num ranking que a Galp domina, já que o seu negócio do gás natural ocupa o segundo lugar.

Aliás, nestas listas elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, é comum encontrar empresas que constam das duas. A Volkswagen Autoeuropa é a segunda maior exportadora, com 99,1% da sua produção a ser vendida lá fora. No entanto, muitas das peças dos veículos que fabrica são compradas além-fronteiras, ficando esta subsidiária alemã com um significativo terceiro lugar na lista das maiores importadoras.

Aliás, a indústria automóvel domina este ranking do desequilíbrio: a Mercedes Benz, a BMW Portugal, a Siva (que distribui as marcas do grupo Volkswagen em Portugal) e a Faurécia (fabrico de sistemas de escape) integram a lista. Assim como as grandes cadeias de distribuição (Continente, Pingo Doce e Lidl). Continuar a ler

António Costa : os governos formam-se no parlamento

«Não podemos aceitar a ideia que há uma espécie de apartheid, em que há forças políticas que estão excluídas do diálogo. Não podemos pregar muito pelo diálogo e depois praticar efetivamente a exclusão. Na Assembleia da República não há lugar a exclusão. A Assembleia da República é o espaço da representação plural da vontade de todos os portugueses.»