Entrevista | Pedro Nuno Santos “A maioria esmagadora do programa de Governo [será] é o programa do PS”

Fonte: Público

Pedro Nuno Santos tem chefiado a delegação do PS nas negociações com os partidos à esquerda.

pedronunosantos

Pedro Nuno Santos sabe o que é um compromisso irrevogável. Líder da distrital socialista de Aveiro e um dos rostos da negociação de um acordo de Governo à esquerda nunca na sua vida será apanhado calçando sapatos que não tenham sido produzidos em Portugal. Porque essa indústria faz parte da história da sua família. O avô era sapateiro. O seu pai, era mecânico na fábrica Califa – das camisas Victor Emanuel – até que criou a empresa que se tornou na maior fornecedora de maquinaria e equipamentos ao sector, tendo também sido vereador pelo PS em São João da Madeira e presidente da concelhia. Foi depois de se formar como economista no ISEG que Pedro Nuno Santos trabalhou na empresa do pai durante “dois ou três anos”. Regressou à TECMACAL, entre 2009 e 2011, no único interregno que fez nas suas funções de deputado. E aos 38 anos o socialista está prestes a dar o próximo salto, o Executivo, agora que a esquerda parece prestes a assinar um acordo que permita sustentar um Governo liderado pelo PS.

Acredita que o PCP vai assinar o acordo?
É para isso que estamos a trabalhar, conseguir que os quatro partidos à esquerda consigam proporcionar ao país uma maioria que seja duradoura, estável e credível.

É essencial para o PS a assinatura de um acordo escrito?
Tenho dificuldade em perceber que possa ser de outra forma. É essencial que o país perceba e sinta que estamos a falar de um acordo que tenha o horizonte de uma legislatura, que garanta estabilidade e que seja sólido e credível.

Como chefe da delegação do PS considera que é mais fácil negociar com o BE ou com o PCP?
Eu não vou fazer essa distinção, são dois partidos diferentes, com culturas políticas e históricas diferentes, mas dois partidos comprometidos com o bem-estar da população portuguesa e é com esse objectivo que estamos a trabalhar com eles e eles estão a trabalhar connosco.

E qual é a sua expectativa sobre qual dos dois vai romper primeiro o acordo?
Não tenho nenhuma expectativa sobre essa matéria. Acho que os dois partidos assegurarão que a governação será estável duradora e que vai dar resposta às preocupações do povo português.

O próximo Governo poderá ter de avançar com a remodelação do sector bancário e da TAP. Acredita que se houver despedimentos significativos o PCP e o BE se mantêm no apoio ao Governo do PS?
Percebo que se queira fazer conjecturas sobre o futuro, mas não faz sentido, nesta fase, fazer especulação sobre coisas que não existem hoje. Continuar a ler

Anúncios

EasyJet recusa mudar-se da Portela para o Montijo

Fonte: Transportes & Negócios

No dia em que anunciou o reforço das operações em Portugal, em particular no Porto, a easyJet deixou claro que não pretende trocar Lisboa pelo Montijo e avisou que “ninguém pode ser empurrado para fora de um aeroporto”.

easyJet

Se o exemplo pega, o projecto Portela+1 poderá ficar comprometido, para não dizer condenado, mesmo antes de sair do plano das intenções. Hoje, o director comercial da easyJet para Portugal garantiu que a companhia não aceita mudar-se para a base do Montijo, para onde se perspectiva a transferência das low cost para libertar capacidade na Portela.

“Nós iremos continuar na Portela porque é daí que os nossos passageiros querem voar. E nesta questão, as regras são muito claras: ninguém pode ser empurrado para fora de um aeroporto”, afirmou José Lopes, num encontro com jornalistas, na capital, para apresentar as novidades da companhia para o Verão no mercado português.

A easyJet vai abrir três novas rotas em Portugal e reforçar a sua operação no aeroporto Francisco Sá Carneiro, com a introdução de um terceiro avião A320. Este reforço permitirá a criação de 40 postos de trabalho na Invicta e aumentar o número de frequências e de passageiros transportados. Continuar a ler