Opinião | Ministro do PSD – antes de ir embora – encerra urgências no hospital do Montijo

emanuelcosta2Em 23 de setembro de 2011 foi criada a Comissão para a Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência com o objetivo de avaliar o estado de implementação da mesma rede. Era ainda objetivo, avaliar a disposição territorial existente, as respostas existentes, bem como, propor uma estratégia de desenvolvimento da resposta de Emergência Pré-Hospitalar e da Rede de Urgência.

Na sequência do relatório final da comissão supra referenciada, o Despacho n.º 10319/2014, de 11 de agosto, veio determinar a estrutura do Sistema Integrado de Emergência Médica, os níveis de responsabilidade dos Serviços de Urgência e estabelecer padrões mínimos relativos à sua estrutura, recursos humanos, entre outros.

No passado dia 20 de novembro, o Diário da República pública o Despacho n.º 13427/2015 do Ministro da Saúde, Leal da Costa. O Despacho do Ministro da Saúde define quais os pontos que constituem a Rede de Referenciação de Urgência / Emergência, por outras palavras, o Ministério da Saúde encerra 11 serviços de urgência, entre os quais, o Serviço de Urgência Básico do Hospital do Montijo, ficando o seu funcionamento dependente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Assim, segundo o Despacho de Leal da Silva, ficamos a saber que o Hospital do Montijo, para já, não terá uma gestão da Santa Casa da Misericórdia e deixará de ser um ponto da Rede de Referenciação de Urgência / Emergência, o que acontecia até então, conforme anexo do sublinhado despacho.

Nos últimos anos, os serviços de urgência do Hospital do Montijo têm merecido uma atenção particular por parte dos diversos governos. Em 24 de fevereiro de 2007, a Câmara Municipal do Montijo, para garantir um serviço essencial aos cidadãos do concelho, celebrou um Protocolo com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (com os votos contra da CDU e do PSD), onde foi assegurado um Serviço de Urgência Básico, a funcionar 24 horas por dia.

Em 2015, o PSD e o CDS/PP, através de um Governo com os dias contados, em época de Natal, fizeram questão de presentear a população do Montijo com o encerramento das urgências do hospital.

Para quem, no passado, saiu (e bem) em defesa dos interesses das populações do Montijo, é caso para perguntar: o que fizeram os atuais dirigentes do PSD Montijo, junto do seu Governo, para que o hospital do Montijo não desaparecesse da Rede de Referenciação de Urgência / Emergência? Onde esteve e o que fez junto do Governo que defendeu, a candidata do PSD à Câmara Municipal do Montijo, atual vereadora da oposição e Deputada da Assembleia da República, membro da Comissão de Saúde, Dra. Maria das Mercês Borges?

Se o PSD mudou de opinião e encerrou as urgências no hospital do Montijo, o que dizer do PCP / CDU! Dada tamanha passividade, o que aconteceu?

Bem sabemos, o atual serviço de urgências não serve as necessidades das populações dos concelhos do Montijo e de Alcochete. Escrevendo a verdade, o número de utentes registados no serviço de urgência básico tem vindo a diminuir porque o serviço prestado é simplesmente deplorável. Isto acontece, não pela vontade dos profissionais de saúde, mas sim por uma estratégia de desqualificação do serviço implementada pelas administrações do Centro Hospitalar Barreiro / Montijo, da Administração Regional de Saúde e pelos últimos Governos de coligação PSD/CDS-PP, com vista ao anunciado encerramento.

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