Lisboa | Intervenção na 2.ª Circular em consulta pública

Mais informação aqui.

A Câmara Municipal de Lisboa colocou em consulta pública o projeto de intervenção da 2.ª Circular.

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As sugestões devem ser feitas por escrito até ao dia 15 de Janeiro de 2016, utilizando para o efeito o impresso próprio que deve ser dirigido ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa para o Edifício Central do Município (Campo Grande, n.º 25, 1.º, Bloco F, 1749-099 Lisboa), ou para o o email dmpo@cm-lisboa.pt .

Apresentação do projeto

Projeto de Requalificação da 2ª Circular

A designada 2ª circular de Lisboa constitui um eixo rodoviário formado pelas avenidas Eusébio de Silva Ferreira (entre o IC19 e a estrada da Luz), Marechal Norton de Matos (entre a estrada da Luz e o viaduto do Campo Grande) e Marechal Craveiro Lopes (entre o viaduto do Campo Grande e o Prior Velho na ligação à A1).

Construída durante a década de 60, a 2ª circular de Lisboa marcava, até ao início da década de 80, o limite da área urbana consolidada de Lisboa, ficando apenas para Norte da 2ª Circular os núcleos de Benfica, Carnide e Lumiar.

A 2ªCircular foi projetada como uma via rápida urbana, que atravessa o Concelho de Lisboa na direção Nascente/Poente. Atualmente o tráfego de atravessamento, ou seja, as viagens com origem e destino fora de Lisboa, corresponde a cerca de 10% do tráfego total que nela circula ou seja cerca de 11000 veículos por dia. Acrescem a estas viagens cerca de 38 000 veículos que diariamente são gerados pelo aeroporto, dos quais 27000 que poderão no futuro deixar de utilizar a 2ª circular para aceder ao aeroporto.

A partir da década de 70 inicia-se a expansão urbana para Norte da 2ª Circular.

Em 2011 residiam nesta parte de Lisboa cerca de 116 000 pessoas, ou seja 21% da população da cidade. Esta evolução acentuou o efeito de corte da 2ª Circular, cuja transposição é dificultada pelas suas características físicas e pelos elevados volumes de veículos que nela circulam transformando-a numa barreira que divide a cidade.

A conclusão do Eixo Norte Sul em 2007 e mais tarde da CRIL em.2011 vieram potenciar a transferência do tráfego de atravessamento que hoje circula na 2ª circular, para estas vias do sistema regional com características de autoestrada, permitindo, agora, alterar a função e as caraterísticas da 2ª Circular para um grande eixo distribuidor de tráfego interno à cidade com caracter mais urbano.

Com as obras de Requalificação da 2ª Circular pretendem-se atingir os seguintes objetivos:

1.MAIS SEGURANÇA
A 2ª Circular é a rodovia de Lisboa com maior nível de sinistralidade.
Os estudos realizados pelo LNEC e o Plano de Acessibilidade Pedonal apontam a 2ª Circular como o eixo rodoviário municipal com maior sinistralidade entre 2008 e 2011, verificando-se uma concentração dos acidentes no troço entre o IC 19 e Av. Lusíada e no troço compreendido entre a Av. Padre Cruz e o nó de Calvanas.

2. MAIS FLUIDEZ E MAIOR CAPACIDADE
O grande número de acessos (31 no somatório de entradas e saídas numa extensão de cerca de 10km), a reduzida extensão dos entrecruzamentos, as frequentes mudanças de faixa de rodagem praticadas pelos condutores e as altas velocidades verificadas, reduzem o débito de veículos que podem circular na 2ª Circular e aumentam o risco de sinistralidade.

3. MAIOR SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
Nas atuais condições de utilização a 2ª Circular é o maior gerador de poluição atmosférica da cidade pelas emissões de CO2 e poeiras em suspensão e, a par do Eixo N/S, o canal rodoviário mais geradora de ruído.

PARA AUMENTAR A SEGURANÇA RODOVIÁRIA, AUMENTAR A CAPACIDADE E FLUIDEZ DA CIRCULAÇÃO E MELHORAR A QUALIDADE AMBIENTAL DA ENVOLVENTE PROPÕE-SE UMA INTERVENÇÃO A DOIS NÍVEIS:

Ao nível da Infraestrutura rodoviária:

1 – Repavimentação em toda a extensão da 2ª circular com a reabilitação da fundação nos locais mais degradados e reposição do pavimento com soluções altamente resistentes e muito redutoras das emissões de ruído equivalentes a reduções do tráfego para cerca de metade.

2 – Reabilitação do sistema de drenagem quer pela regularização da faixa de rodagem quer pela substituição dos órgãos de drenagem.

3 – Substituição do sistema de iluminação pública para uma solução mais eficiente do ponto de vista da iluminância e do consumo energético que permite obter economias de custo até 60% em relação à situação atual.

4 – Renovação do sistema de sinalização vertical e horizontal para a tornar mais visível e compreensível.

5 – Instalação de um sistema de controlo de velocidade média nos troços mais críticos em termos de segurança.

Ao nível das soluções de traçado e perfil

6 – Reformulação de alguns dos acessos à 2ª Circular.
Tendo em conta que uma das zonas mais problemáticas em termos de sinistralidade e de fluidez da circulação é o trecho entre o Eixo Norte/Sul e o nó de Calvanas a proposta apresenta uma solução que elimina dois entrecruzamentos na zona do Campo Grande através da eliminação da ligação da azinhaga das Galhardas à 2ª Circular logo que esteja estabelecida a ligação da Av. Lusíada ao Eixo N/S (no sentido Sete Rios/Telheiras) e com a ligação direta da 2ºCirluar à Av. Padre Cruz (no sentido aeroporto/Benfica).

7 – Reformulação dos nós de ligação ao IC19 e à A1.
A configuração dos nós da 2ª Circular com IC19 e com a A1 para além de não facilitarem o encaminhamento do tráfego para a CRIL, são também geradores de significativos atrasos para os movimentos de saída de Lisboa. Pretende-se que de forma faseada e em articulação com as Infraestruturas de Portugal, reformular aqueles nós por forma a torna-lo mais adaptados aos movimentos que nele circulam e facilitarem o encaminhamento do tráfego de atravessamento para a CRIL.

8 – Implantação de um separador central com 3,5 m de largura com árvores e arbustos ao longo de toda a 2ª circular com exceção das zonas onde existem viadutos.

9 – Redução da largura das vias para 3,25m conduzindo a uma redução da velocidade o que aumenta a segurança e o débito de circulação.

10. Marcação da via de rodagem mais direita como via de serviço especialmente dedicada para os movimentos de entrada e saída, através da aplicação de um betuminoso de coloração diferenciada.

11 – Plantação maciça de arvoredo nas áreas laterais ao longo de toda a extensão da 2ª Circular por forma a reduzir o impacto visual do corredor rodoviário em relação às áreas residenciais adjacentes e contribuir para a captura das emissões de CO2 e partículas em suspensão.

12 – Montar barreiras acústicas laterais junto aos edifícios de habitação onde não existam.

13 – Estabelecimento de um planeamento e faseamento de obra que evitam a eliminação de vias de circulação durante o dia.

14 – Utilização de processos construtivos de aumentam os rendimentos do trabalho a realizar e diminuem o tempo de execução da obra bem como o seu custo total.

As obras de Requalificação da 2ª Circular terão uma duração de 11 meses e um custo global estimado de 9,75 milhões de euros.

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