Opinião | Presidente de todos por Fernando Medina

fernando medinaOs principais poderes do Presidente da República não estão escritos nem são formais: o poder da palavra, da influência e da mobilização do País. São esses poderes que permitem ao Presidente exercer a sua autoridade e condicionar o rumo dos acontecimentos.

Estes poderes decorrem, desde logo, de o Presidente ser eleito pelo voto de todos. Mas dependem sobretudo da capacidade de saber interpretar o sentido mais profundo da sociedade portuguesa e de se manter em sintonia com ela. Isto implica, desde logo, ser capaz de alargar a sua base eleitoral, de manter-se sempre acima desta, e afirmar-se como “Presidente de todos os portugueses”.

Foram estes os poderes que Cavaco Silva fez diminuir ou mesmo desaparecer durante uma parte importante do seu mandato. Cavaco perdeu apoio no País e reduziu assim a sua capacidade de diálogo com todas as sensibilidades políticas e sociais. A situação gerada após as últimas eleições legislativas é disto o melhor exemplo.

Esta realidade decorre de Cavaco Silva, em certa medida, nunca ter abandonado a perspetiva da governação. Mas o fundamental do alinhamento com o anterior executivo resultou da sua própria concordância ideológica com a estratégia seguida.

Ora é precisamente em torno do rumo escolhido por Cavaco Silva para a função presidencial que se fará o debate das próximas eleições presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa tentará mostrar que está muito para lá da sua família de origem, afastando-se o mais possível dos partidos da direita e até de Cavaco.

Os candidatos da esquerda tentarão mostrar que Marcelo é sobretudo um dos principais líderes dessa direita, que concordou com a estratégia dos últimos anos, e que uma vez no poder irá exercer o seu mandato com a mesma vinculação ideológica com que Cavaco o exerceu.

Alta tensão na Venezuela

A venezuela é um grande produtor de petróleo e é um país onde existe uma grande comunidade portuguesa. As últimas eleições legislativas, a 6 de dezembro, deram uma vitória clara à oposição.

Mas na Venezuela o sistema é presidencialista, o que quer dizer que é o presidente Nicolás Maduro, que ocupa o cargo desde abril de 2013, quem tem o poder executivo. Maduro surgiu esta semana a defender um plano de recuperação económica que, nas suas palavras, corre o risco de ser boicotado pelo ‘parlamento da burguesia’.

Historicamente, este tipo de confronto aberto entre instituições não costuma dar bom resultado. Nenhuma democracia resiste quando não há um entendimento mínimo entre as principais forças políticas do país quanto às regras do jogo constitucional.

Participe no debate!

A proposta da Câmara Municipal de Lisboa para a 2ª Circular prevê o alargamento e a arborização do separador central. A iluminação, a pavimentação e o sistema de drenagem serão requalificados. A velocidade máxima de circulação será reduzida para os 60 km/hora. A proposta está em consulta pública. Participe!

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