Pacto de Milão | Projecto junta 30 cidades portuguesas para melhorar alimentação urbana

Pacto de Milão reúne cidades de todo o mundo. Houve 30 autarquias portuguesas a aderiar a este projecto para criar sistemas alimentares “mais integrados, justos e sustentáveis”.

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Cerca de 30 autarquias aderiram nesta segunda-feira a um programa voltado para as cidades e que tem como principal objectivo criar sistemas alimentares “mais integrados, justos e sustentáveis” nas zonas urbanas em Portugal. A assinatura do chamado Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana decorreu em Lisboa, durante uma conferência da organização não-governamental Oikos, apoiada pela Direcção-Geral da Saúde e pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa. O objectivo passa por reunir municípios de todo o mundo, mas também a sociedade civil, instituições públicas e Governo.

“O compromisso e envolvimento das cidades são essenciais para atingir o objectivo de alimentar o mundo; cerca de 15% dos alimentos disponíveis no mundo são produzidos em áreas urbanas e estima-se que a proporção global de pessoas a viver em cidades atingirá os 65% em 2025”, explicou o presidente da Oikos, João José Fernandes. “A integração das políticas sectoriais, a articulação dos vários níveis da administração pública (nacional e local), bem como a criação de espaços de articulação é fundamental para combater a insegurança alimentar que atinge muitas das famílias portuguesas com graves prejuízos para a saúde”, acrescentou.

O Pacto de Milão tem, por isso, várias vertentes para concretizar a ligação entre a produção rural e a urbana e o consumo rural e urbano. Um dos propósitos passa por tornar os sistemas alimentares das cidades mais seguros, mas também por garantir que os cidadãos têm acesso a uma alimentação mais variada, saudável e a preços acessíveis. “Procederemos à revisão de todas as políticas, planos e regulamentos urbanos existentes de modo a encorajar o estabelecimento de sistemas alimentares equitativos, resilientes e sustentáveis”, explica o documento assinado pelas autarquias. Continuar a ler

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humor | Últimos cartuchos por Henrique Monteiro

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O ZOOM Smart Cities vai acontecer nos dias 18 e 19 de maio de 2016

Mais informação aqui.

Estudos realizados revelam que em 2050 as cidades vão acolher mais de 70% da população mundial (ONU).

zoomSmartCities2016

Este é um tempo de oportunidades em que as decisões têm de ser informadas e planeadas.
Os números revelam a urgência de abordar os temas relacionados com a inteligência das cidades de forma completa.

Portugal 2020: dispõe de 2 mil milhões de euros para cidades sustentáveis. Banco Mundial: dispõe de 2,96 mil milhões de euros para o desenvolvimento urbano. Horizonte 2020: dispõe de 5,9 mil milhões de euros de um total de 80 mil milhões para as áreas secure, clean and eficiente energy, até 2020. 51% das cidades europeias com mais de 100 mil habitantes já implementaram iniciativas de inteligência urbana (relatório Mapping Smart Cities in the EU – 2014). 1,565 triliões de dólares é quanto irá valer o mercado das Smart cities em 2020. E são estes e outros dados que revelam a necessidade de pensar numa perspetiva “buttom-up”, indispensável ao progresso dos centros urbanos.

A conferência internacional ZOOM Smart Cities vai ocorrer em Lisboa, Portugal.

Portugal é um país com muitos casos de estudo na área da mobilidade, resíduos, ambiente, energia, entre outras áreas.

Lisboa é uma das cidades mais atrativas, inovadoras e criativas no panorama europeu. No entanto, falta ainda uma linha de comunicação e de partilha de conhecimento que assuma a inteligência como um desígnio político e de administração, mais do que uma etiqueta.

O ZOOM Smart Cities nasce com o intuito de projetar Lisboa, e Portugal, no contexto internacional, como um exemplo de uma cidade e de um país que pensam e planeiam, apontando caminhos mais do que críticas e soluções mais do que objeções.

O ZOOM Smart Cities vai acontecer nos dias 18 e 19 de maio de 2016. Continuar a ler