Lisboa| Presidente há um ano, Medina fez do balanço uma visão do futuro

Fonte: DN

Autarca socialista que substituiu António Costa na liderança da câmara municipal reiterou ontem que a capital vive “momento excecional”. Inclusão social é uma das prioridades.

fernandomedina

Foi anunciada como sessão de apresentação do balanço do primeiro ano de mandato de Fernando Medina (PS) à frente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que hoje se assinala, mas acabou por ser uma cerimónia dedicada a mostrar, durante 50 minutos, a “visão” do executivo para a capital.

Numa ocasião que contou com a presença do socialista Jorge Coelho e diversas figuras públicas da cultura e do desporto, o autarca que a 6 de abril de 2015 substituiu António Costa (PS), atual primeiro-ministro, na liderança do município reiterou ontem que a cidade vive um “momento excecional”, com o turismo, os serviços e o empreendedorismo a desempenharem um papel fundamental.

O projeto “Uma Praça em Cada Bairro”, que prevê a reconversão de 30 locais hoje dominados pelo automóvel em espaços de convívio ao ar livre, a requalificação da frente ribeirinha entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, a melhoria das condições de mobilidade pedonal, a execução do plano de drenagem e o lançamento de um programa de habitação de renda acessível dirigido à classe média foram algumas das iniciativas destacadas por Fernando Medina, que, mais uma vez, fez questão de alertar para o potencial de exclusão do tipo de desenvolvimento que Lisboa está a ter. A inclusão social, nomeadamente dos idosos e dos jovens menos qualificados, foi, por isso, um dos três eixos salientados pelo autarca.

Num discurso proferido no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz, o presidente da CML sublinhou, de resto, o facto de, já sob a tutela do atual Governo, ter sido criada “pela primeira vez uma ligação institucional forte e organizada entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa” e a autarquia, através da inclusão no conselho de administração da entidade dirigida por Pedro Santana Lopes de um vogal nomeado pelo município.

“Não é possível gerir adequadamente a inclusão social sem uma articulação clara entre os instrumentos da Câmara Municipal de Lisboa e os instrumentos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. E nós não podemos depender, para a gestão da cidade, da circunstância da sorte de quem momentaneamente ocupa um ou outro lugar. Nós temos de ter uma relação institucional”, defendeu o autarca.

Coligação saiu reforçada

Presidente da CML na sequência da renúncia ao mandato de António Costa, de quem era número dois desde as Autárquicas de 2013, Fernando Medina recordou ainda as dúvidas que então se colocaram quanto à sua capacidade para manter a coligação que o agora primeiro-ministro forjara com os movimentos independentes de Helena Roseta, atual presidente da Assembleia Municipal de Lisboa eleita na lista do PS, e José Sá Fernandes, vereador no executivo com os pelouros da Estrutura Verde e da Energia.

“Demos em conjunto uma prova de forças. Renovámos o projeto e assumimos a continuação do projeto que nos movia com uma energia renovada, reforçada (…). Hoje, aquilo que nos une é o passado que tivemos, é o respeito pela diversidade das opiniões e das diferenças (…), mas é, acima de tudo, uma convicção profunda sobre o projeto futuro para a cidade de Lisboa”, salientou ontem, entre aplausos, o atual líder do município.

Atualmente, dos 11 vereadores eleitos na lista do PS, três são do movimento Cidadãos por Lisboa, lançado por Helena Roseta. Até Fernando Medina tomar posse, eram apenas dois: Paula Marques, responsável pela área da Habitação e do Desenvolvimento Local, e João Afonso, que tem a seu cargo o pelouro dos Direitos Sociais. O terceiro, João Paulo Saraiva, assumiu as pastas que eram detidas pelo agora presidente da CML – a das Finanças e dos Recursos Humanos.

Já sobre uma eventual recandidatura, em 2017, à presidência da autarquia, Fernando Medina voltou a afirmar que tal será revelado “a seu tempo”. “As questões têm o seu tempo. Acho que durante este ano, até ao final deste ano, tudo ficará clarificado. O que posso dizer agora é que gosto muito daquilo que estou a fazer. É um lugar fascinante. Acordo todas as manhãs com vontade de vir trabalhar”, adiantara anteriormente em entrevista publicada no DN no último fim de semana.

Ontem, foram vários os momentos em que foi fortemente aplaudido por dezenas de pessoas, em particular quando, aludindo à situação que a Europa vive com a crise de refugiados, sustentou que Lisboa não pode deixar de ser uma cidade “aberta, moderna e cosmopolita”.

 

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