Opinião | Reconhecimento e Solidariedade a António Costa por Eurídice Pereira

euridice-pereira A esmagadora maioria do povo português votou nas últimas eleições contra a política neoliberal do governo PSD/CDS, que desarmou o país e colocou os cidadãos à mercê da sua própria sorte.

O nosso Secretário-geral, António Costa, que agora se recandidata, teve a coragem de concretizar politicamente a consciência dessa mudança, como é próprio dos políticos de eleição, que deixam marca. Por isso, na próxima sexta feira é meu entendimento que deve ver  reforçado o apoio interno através do voto nas  listas de candidatos a  delegados ao Congresso Nacional, que por todo o país se designam por Lista A, e que se apresentam a defender a Moção de que é primeiro subscritor.

Sejamos claros, o atual Governo é um Governo do PS, fiel ao seu programa. O PCP, o BE e os Verdes renderam-se à evidência da mudança operada no mundo e o apoio que dão agora ao Governo é o reconhecimento na prática de uma autocrítica de quem antes confundia o PS com a direita.

Mais vale tarde do que nunca.

Num período tão complexo da vida do mundo, com indicadores para 2016 que, neste momento, estão aquém das previsões – desde os EUA, passando pelo Japão, China, UE, Rússia, América Latina, Médio Oriente e tantos mais – é fundamental que tenhamos a consciência que um país tão dependente como Portugal esteja muito condicionado nas opções políticas que tem de tomar. O caminho não é fácil. A direita vai tentar explorar esses indicadores que, naturalmente, também afetam as nossas previsões.

Mas a garantia das reposições dos salários e pensões cortadas, bem como a salvaguarda de direitos sociais tão dramaticamente afetados pelo Governo anterior têm, pela primeira vez, correspondência às promessas feitas.

Agora, mais que nunca, há que ter a plena noção que a unidade de ação em torno do Governo do PS é essencial ser preservada, sem que haja qualquer descaracterização do nosso ideário e da Declaração de Princípios. Pelo contrário, deve haver reforço e com captação dos mais válidos, numa saudável  coesão intergeracional.

Nesta lógica, que implica uma relação de frontalidade e franqueza com os partidos que à nossa esquerda apoiam o Governo, é de esperar que estes tenham também uma postura diferente na política de gestão autárquica. Exige-o a necessidade da criação de empregos, só possível com a captação de investimento, exige-o ainda o esforço para a superação das desigualdades, que neste nosso mundo acentuou, exige-o a coesão intergeracional.

Estas são exigências naturais, desejadas pelos munícipes, que têm direito a uma maior e melhor qualidade de vida.

As diferenças nos nossos partidos vão persistir porque são diferentes os pontos de partida que alicerçam a existência de cada um . Mas, neste mundo com múltiplas mudanças, é necessário, sermos frontais no diálogo, sem que quem quer que seja se descaracterize.

O PS deu com António Costa passos firmes, nesse sentido. Por Portugal e pelos portugueses. Este caminho não pode ser interrompido. Pelo contrário, tem de ter o nosso reconhecimento e empenho. Logo, a nossa solidariedade tem de se fazer sentir nas urnas. É , por isso, que sexta feira, no PS, o voto é em António Costa e nas listas A.

 

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