Smart Cities | cluster para o sector das cidades inteligentes espera luz verde

Fonte: Smart Cities

Portugal poderá ter, muito em breve, um cluster para o sector das cidades inteligentes. A ser aprovada, a iniciativa irá ajudar projectos e acções nesta área a obter financiamento, revelou, esta manhã, Catarina Selada, directora da Unidade de Cidades da INTELI – Inteligência em Inovação, Centro de Inovação.

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Para que tal aconteça, falta, no entanto, que a decisão final da candidatura ao Portugal 2020 para o reconhecimento deste cluster, apresentada em Julho passado, seja favorável, disse a responsável, durante o evento Smart Travel’ 15, que acontece hoje em Bragança. Nesse cenário, os projectos que façam parte deste cluster serão, automaticamente, favorecidos na apreciação de candidaturas a programas de financiamento. “Há um plano estratégico e de acção, que já foi elaborado com um conjunto de projectos, que terão majoração positiva na sua apreciação, aquando da apresentação de projectos concretos aos programas de financiamento. Estando inserido no cluster, o projecto terá uma majoração positiva na avaliação”, explicou a especialista portuguesa, à margem da sua apresentação.

A divulgação dos resultados das candidaturas deveria já ter acontecido em Setembro, porém, a instabilidade política dos últimos tempos e consequente mudança de Executivo atrasaram este processo. Ainda assim, Catarina Selada espera que a decisão seja conhecida em breve, mas coloca a possibilidade de haver uma “reapreciação das candidaturas”.

Deste cluster farão parte cerca de 50 entidades, entre empresas – desde as grandes tecnológicas a start-ups empreendedoras –, centros tecnológicos, universidades, incubadoras e municípios. “Havendo uma política de clusterização nacional, [esta é uma oportunidade de] podermos ir para além dos clusters tradicionais, muito sectorizados, e abordar uma área que é necessariamente multidisciplinar e que necessita de integração: o mercado das smart cities. No fundo, este faz confluir diversos produtos e serviços na área da energia, mobilidade, ambiente, governação, etc., para um cliente final e que é, ao mesmo tempo, parceiro que é a cidade”, concluiu Catarina Selada. Continuar a ler

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Oeiras analítica arranca em 2016

Fonte: Smart Cities

São, ao todo, 12 iniciativas principais, a implementar ao longo dos próximos cinco anos, para fazer de Oeiras a primeira cidade analítica portuguesa. Oroadmap, farol que guia a estratégia do município para cumprir este objectivo, foi apresentado, ontem, no âmbito do seminário “Oeiras | A Smarter Future – let’s do it”, tendo como palco o Taguspark – Parque de Ciência e Tecnologia.

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Para começar, um dos gaps que Oeiras quer colmatar é, sobretudo, a falta de informação dos seus munícipes, dado que numa consulta pública, assente em 246 questionários, concluiu-se que entre 80 a 90% das pessoas não conheciam as iniciativas smart do município – ou não tinham contacto – e entre 60 a 70% desconheciam o que são cidades inteligentes. “Só 20% dos idosos conhecia o Serviço de Tele-Assistência Domiciliária”, exemplificou Pedro Costeira, um dos membros da equipa da Ernst & Young (EY), consultora responsável por delinear esta estratégia para Oeiras.

“A primeira coisa que nós temos de fazer é chegar às pessoas porque o seu envolvimento é absolutamente fundamental. Temos de conseguir comunicar melhor”, destacou Silvia Breu, chefe do Gabinete de Prospectiva Desenvolvimento Estratégico e Informação Geográfica da câmara municipal de Oeiras. “Muitas pessoas não conheciam as iniciativas, mas consideraram-nas interessantes depois de as conhecer”, revelou.

Há, no entanto, outro requisito prioritário para pôr em marcha este plano: a criação de uma unidade de gestão, prevista para Janeiro de 2016, cujo objectivo será “agilizar a execução deste megaprojecto”, adiantou a EY. O passo será seguido pela concepção de uma aplicação móvel que “permita melhorar as funcionalidades existentes” na actual plataforma tecnológica “O Meu Bairro”, de forma a assegurar que os moradores podem registar incidentes em qualquer lugar, ao qual se soma um Portal Único que visa “adicionar funcionalidades e usabilidades dos principais portais existentes”, como são o caso do E-City e do GeoPortal. Continuar a ler

Smart Cities vão gerar quase dois biliões de euros

Fonte: Smart Cities

À medida que o número de cidades inteligentes aumenta um pouco por todo o mundo, as receitas geradas deverão atingir cerca de 1,8 biliões de euros, em 2020. Esta é, pelo menos, a projecção da consultora Arthur D. Little, que indica, ainda, que as smart cities têm o potencial de fazer crescer o PIB de uma metrópole ou região em mais de 15%.

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O investimento continuado, sobretudo, por parte dos governos locais na modernização de infra-estruturas residenciais e sociais, como habitações e escolas, é um dos aspectos que mais contribuiu para a estimativa de que, nos próximos cinco anos, a taxa de crescimento das receitas provenientes das cidades inteligentes será de 13,9%. Mas não só. “Hoje, a maioria dos investimentos em smart cities estão a convergir para as smart grids, redução das emissões de carbono, banda larga pública (como Wi-Fi gratuito) e automação de edifícios”, destaca Ansgar Schlautmann, presidente global do Innovative Business Designs Competence Centre e um dos autores do estudo da Arthur D. Little.

Mais de 100 cidades, identificou a consultora, encontram-se a implementar de alguma forma o conceito “smart city”, sendo os serviços potenciados pela Big Data e os que fornecem informações ao sector privado para o desenvolvimento de serviços “abertos” os que dominam as tendências.

Cidades como Berna (Suiça), Frankfurt (Alemanha) e Atlanta (Estados Unidos), por exemplo, encontram-se numa primeira fase da curva de maturidade no âmbito das smart cities, investindo maioritariamente em marketing, no sentido de melhorar a imagem da cidade e de criar uma maior consciencialização para esta temática. Enquanto Berlim (Alemanha) e Dublin (Irlanda) já implementam projectos pilotos, ainda que não possuam programas de larga escala. Continuar a ler

Oeiras quer tornar-se a primeira cidade analítica do país

Fonte: Smart Cities

Oeiras quer tornar-se na primeira cidade analítica do país, mas está consciente de que os desafios “são imensos”. “Não basta acumular dados em bases gigantescas, é preciso pensá-los, relacioná-los, interpretá-los e, sobretudo, partilhá-los”, reconheceu o autarca do município, Paulo Vistas, durante a conferência “Oeiras | A Smarter Future – uma perspectiva analítica”.

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Para tornar o território mais analítico e inteligente, a câmara municipal vai levar a cabo o projecto “Oeiras Urban Analytics Hub”, encontrando-se, agora, a trabalhar com uma equipa da consultora de gestão Ernst & Young e uma outra da autarquia com o objectivo de representar um “exemplo para outros municípios portugueses e também no exterior”.

Até porque, “os dados não servem de nada guardados nos municípios”, lembrou Marco Painho, coordenador da pós-graduação em Smart Cities da NovaInformation Management School (Nova IMS). “Partir para uma iniciativa de ‘dados abertos’, como esta, é um acto de coragem e só é possível com muita transparência na governação, uma vez que todos os dados da administração local vão estar disponíveis, em bruto, para se poder olhar para eles e criar melhores serviços”, enfatizou.

A ambição do município tem, no entanto, vários fundamentos, na opinião do secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel Castro Neto, desde logo porque “há vários anos que aposta na informação geográfica como factor diferenciador e potenciador de novas formas de tomar decisões”. E é por essa razão que tem “uma infra-estrutura de dados espaciais que alavanca este processo de uma maneira impressionante”. Continuar a ler