Barraqueiro ameaça abandonar sistema de passes sociais em Lisboa

Fonte: Diário Económico

Humberto Pedrosa, presidente do grupo, rejeita ter sido favorecido e contra-ataca, reclamando o pagamento de 13,4 milhões de euros de verbas em atraso à Rodoviária de Lisboa.

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O Grupo Barraqueiro ameaça abandonar o sistema de passes sociais nos transportes que assegura na Área Metropolitana de Lisboa (AML), através da sua participada Rodoviária de Lisboa (RL), se continuarem a não ser aplicados os critérios de compensação pelo serviço público de transporte de passageiros. Ao Diário Económico, Humberto Pedrosa, presidente do Grupo Barraqueiro, assegura que, “se isto não se resolver, vamos ter de sair do sistema de serviço social, porque uma tarifa social de transportes não pode ser suportada por nós, mas sim pelo Estado”.

O presidente do Grupo Barraqueiro reclama verbas que a RL ainda não recebeu no montante de cerca de 13,4 milhões de euros relativas ao serviço público prestado nos anos de 2014 e 2015. Em simultâneo, nega que a empresa tenha sido beneficiada, em conjunto com a TST (do gigante alemão Deutsche Bahn), num montante de 18,8 milhões de euros, no âmbito do despacho publicado em Agosto que define a nova chave de repartição de receitas do sistema do passe social de transporte de passageiros na área metropolitana de Lisboa.

“O único acordo válido é o que foi assinado em Agosto de 2013, pelas empresas de transporte, pelo secretário de Estado do Tesouro, pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, e que tem o visto do Tribunal de Contas, e que nunca foi aplicado. Com base nesse acordo, os anos de 2012 e de 2013 teriam que ser ajustados pelas validações reais, e se assim fosse, a RL sobre estes dois anos nada tem a devolver, mas sim a receber”, garante o empresário líder do sector de transporte de passageiros em Portugal. “Por isso, não somos devedores, mas sim credores, além do acerto dos anos de 2012 e de 2013, de cerca de 6,7 milhões de euros do ano de 2014 e de 6,7 milhões de euros em 2015”, remata. Continuar a ler

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