ZOOM Smart Cities | marcar a diferença nas cidades inteligentes

Fonte: Smart Cities

“Fazer coisas novas para conseguir mudar o mundo”. O desafio, deixado pelo pensador holandês Rob Adams, reflecte aquilo que foi o ZOOM Smart Cities. Nos dias 18 e 19 de Maio, a conferência internacional colocou Portugal a pensar em como inovar e fazer das cidades melhores sítios para viver. Nas palavras do fundador da Six Fingers, a resposta pode estar em “ousar fazer diferente” – essa foi, pelo menos, a intenção deste encontro internacional, que se afirma como “o evento para as cidades inteligentes em Portugal”.

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Nos dois dias, mais de 450 pessoas estiveram na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa para assistir ao ZOOM SC, um número que superou as expectativas da organização e que eleva a fasquia para a edição do próximo ano. Entre especialistas, pensadores, criativos e dirigentes políticos internacionais e nacionais, o painel de oradores era, desde o início, promissor e soube responder às expectativas de quem se inscreveu no evento.

A socióloga urbana Saskia Sassen foi o nome forte do primeiro dia. “Devemos abordar as smart cities pela perspectiva da cidade e isso estraga logo tudo, porque as cidades são muita coisa”, começou por alertar. “A cidade é um sistema complexo mas incompleto”, continuou, convidando a audiência a pensar que factores permitem às cidades terem vidas longas.

“Se uma cidade inteligente não mobiliza a inteligência dos seus cidadãos, então, não é muito inteligente, é apenas a implementação de sistemas técnicos”, explicou Sassen à Smart Cities. “Quando introduzimos as pessoas, tudo se complica, pois estas não têm só um formato, não podemos controlar as suas opiniões, os seus desejos ou as suas preocupações. Isso eleva o nível de complexidade, pelo que digo que ser smart significa ser capaz de lidar com um cenário muito mais complexo do que aquele que ocorre num laboratório no desenvolvimento de uma tecnologia”, concluiu. Continuar a ler

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“Uma cidade que não ouve os habitantes não pode ser inteligente”

Fonte: Lusa

“Uma cidade que não ouve os habitantes não pode ser inteligente”, considera Saskia Beer, arquiteta e empresária em transformação urbana e que estará na conferência Zoom Smart Cities em Lisboa.

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As “cidades inteligentes” devem preocupar-se com a felicidade dos cidadãos, para além do desenvolvimento tecnológico, envolvendo-os nos processos de tomada de decisão sobre o território, defenderam especialistas internacionais que participarão na conferência Zoom Smart Cities em Lisboa.

“Uma cidade que não ouve os habitantes não pode ser inteligente”, afirmou à agência Lusa Saskia Beer, arquiteta e empresária em transformação urbana, com sede em Amesterdão, frisando que os cidadãos têm o direito de contribuir com ideias e soluções para o bairro onde vivem.

Para Saskia Beer, uma ‘smart city’ ajuda a estimular as pessoas, as empresas e as instituições a trabalharem em conjunto para desenvolverem projetos que beneficiem a cidade, participando de forma ativa na toma de decisões sobre o território, ou seja, “os cidadãos são coprodutores e não meros consumidores”.

A arquiteta considerou ainda que uma cidade inteligente “é uma cidade feliz”, em que os habitantes têm liberdade e privacidade para a viverem como querem. Continuar a ler

Big smart cities | tornar as cidades inteligentes dá prémio de 10 mil euros

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Tornar as cidades mais inteligentes, através da criação de ideias de negócio de base tecnológica, pode dar um prémio de 10 mil euros. As inscrições para a quarta edição do Big Smart Cities decorrem até 4 de maio. Os vencedores são conhecidos a 5 de julho.

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O que é o Big Smart Cities?

A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo e nós acreditamos que criar o futuro é criar cidades inteligentes. Foi por isso que criámos o BIG smart cities, uma competição internacional promovida pelo Vodafone Power Lab e pela Ericsson, com um programa de pré-aceleração para ideias tecnológicas que melhorem o dia-a-dia nas cidades e a qualidade de vida de quem vive e trabalha nelas ou de quem as visita.

Mas para criarmos cidades inteligentes, precisamos da tua ajuda. Faltam-nos as tuas ideias e soluções que melhorem o dia-a-dia nas cidades em 4 áreas: Qualidade de Vida, Governo, Mobilidade e Turismo. É por isso que te convidamos a participar no BIG smart cities, no qual poderás apresentar as tuas ideias a investidores e ganhar um BIG prémio para poderes lançar e fazer crescer o teu negócio no Vodafone Power Lab. Desde 2013, já ajudámos mais de 20 projetos a tornarem-se empresas, primeiro através do Lisbon BIG Apps e agora através do BIG smart cities.

 

ZOOM Smart Cities abre oportunidade para os municípios

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O Congresso Internacional ZOOM Smart Cities, que acontece nos dias 18 e 19 de maio na Universidade Nova de Lisboa, reserva vários momentos para os municípios. A ideia é que cada município participante possa revelar e até colocar em reflexão a estratégia e o trabalho que está a desenvolver, as ideias, ferramentas e soluções que está a implementar, com o intuito de tornar os serviços e o próprio espaço comunitário mais inteligente, isto é mais acessíveis e agradáveis para o cidadão.

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O conceito de cidade inteligente implica, necessariamente, a aplicação de medidas que melhorem a eficiência dos serviços, que descompliquem a vida das pessoas, que criem espaços mais atrativos, que exista humanização e preocupação social em tudo o que se faz.

As estratégias não podem ser assumidas de forma uniforme por todos, cada cidade tem vida própria, as suas necessidades e as suas especificidades, o que implica pensamento local, planeamento individual.

Cada município participante poderá mostrar o caminho que seguiu e até questionar e pedir opinião aos diversos especialistas que vão marcar presença neste Congresso Internacional. Continuar a ler

EPAL e PT celebram parceria tecnológica para promover Smart Cities mais sustentáveis

A EPAL e a Portugal Telecom (PT), celebraram hoje uma parceria tecnológica, no âmbito da qual se propõem definir um portefólio de serviços e produtos, criar uma abordagem comercial comum e potenciar as oportunidades emergentes dos programas Portugal 2020 e Horizonte 2020.

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Numa abordagem conjunta de desenvolvimento das Smart Cities em Portugal, a parceria entre a EPAL e a PT materializa-se desde logo através da promoção de soluções desenvolvidas 100% pela EPAL, orientadas para a otimização do ciclo urbano da água que visam garantir poupanças significativas nas redes de distribuição e monitorizar remotamente o consumo da água, criando um sistema coerente de gestão do ciclo da água, através:

WONE®, um sistema de gestão e eficiência de redução de perdas de água;

AQUAmatrix®, sistema de gestão comercial do setor da água, líder em Portugal e já presente em Moçambique e em Cabo Verde;

Waterbeep®, sistema inovador de controlo de consumo de água para clientes domésticos e empresas.

Sendo a água um bem escasso, a EPAL e a PT procuram com esta parceria contribuir para colocar a tecnologia ao serviço da gestão municipal e em particular deste recurso, dentro e fora do país, numa perspetiva integrada e estratégica de desenvolvimento socioeconómico das cidades e de promoção do debate informado e esclarecedor sobre as Smart Cities.

Lisboa Aberta – plataforma de dados abertos da cidade

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A Câmara Municipal de Lisboa criou uma plataforma que centraliza e disponibiliza dados abertos sobre Lisboa, não apenas do Município, mas também de um amplo conjunto de entidades relevantes da cidade.

O Lisboa DataStore é um portal livre e gratuito de partilha de dados, onde cidadãos, empresas, investigadores e programadores podem encontrar centenas de datasets.. O contributo de todos é fundamental para que se quer cada vez mais Lisboa se afirme como uma cidade inclusiva, inteligente e inovadora.

Na nossa zona de dados e geodados terá a possibilidade de visualizar, descarregar, e pesquisar os datasets da cidade, municipais e de um conjunto de empresas e entidades que dispõem de dados sobre Lisboa, por áreas temáticas. Estes datasets estarão disponíveis em formatos abertos, e sob uma licença aberta. Terá ainda acesso a toda a documentação que lhe permitirá utilizar os datasets da melhor maneira.

O ZOOM Smart Cities vai acontecer nos dias 18 e 19 de maio de 2016

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Estudos realizados revelam que em 2050 as cidades vão acolher mais de 70% da população mundial (ONU).

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Este é um tempo de oportunidades em que as decisões têm de ser informadas e planeadas.
Os números revelam a urgência de abordar os temas relacionados com a inteligência das cidades de forma completa.

Portugal 2020: dispõe de 2 mil milhões de euros para cidades sustentáveis. Banco Mundial: dispõe de 2,96 mil milhões de euros para o desenvolvimento urbano. Horizonte 2020: dispõe de 5,9 mil milhões de euros de um total de 80 mil milhões para as áreas secure, clean and eficiente energy, até 2020. 51% das cidades europeias com mais de 100 mil habitantes já implementaram iniciativas de inteligência urbana (relatório Mapping Smart Cities in the EU – 2014). 1,565 triliões de dólares é quanto irá valer o mercado das Smart cities em 2020. E são estes e outros dados que revelam a necessidade de pensar numa perspetiva “buttom-up”, indispensável ao progresso dos centros urbanos.

A conferência internacional ZOOM Smart Cities vai ocorrer em Lisboa, Portugal.

Portugal é um país com muitos casos de estudo na área da mobilidade, resíduos, ambiente, energia, entre outras áreas.

Lisboa é uma das cidades mais atrativas, inovadoras e criativas no panorama europeu. No entanto, falta ainda uma linha de comunicação e de partilha de conhecimento que assuma a inteligência como um desígnio político e de administração, mais do que uma etiqueta.

O ZOOM Smart Cities nasce com o intuito de projetar Lisboa, e Portugal, no contexto internacional, como um exemplo de uma cidade e de um país que pensam e planeiam, apontando caminhos mais do que críticas e soluções mais do que objeções.

O ZOOM Smart Cities vai acontecer nos dias 18 e 19 de maio de 2016. Continuar a ler

Qual é a melhor start-up nacional em inovação social?

Fonte: Smart Cities

Cinco start-ups nacionais estão na corrida para representar Portugal na final da iniciativa mundial de empreendedorismo social Chivas The Venture. A candidata escolhida será conhecida na próxima quinta-feira, num evento a realizar no Estúdio Time Out, no Mercado da Ribeira, em Lisboa.

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Dentro de um leque de 32 candidaturas, os projectos ColarADD, MyFarm, Noocity, Eco Gumelo e Beesweet foram os seleccionados pela organização, tendo sido apontados como os mais promissores.

Mas o que é que diferencia, então, estas iniciativas? Surgindo como um apoio à população daltónica, a app ColorADD permite, com recurso a um smartphone, a identificação das cores dos objectos. Esta solução baseia-se no código universal de cores para daltónicos criado por Miguel Neiva, cuja base são as três cores primárias, representadas através de símbolos gráficos. Desta forma, e usando a câmara fotográfica incorporada no telemóvel, o utilizador recebe a informação do nome da cor e o respectivo símbolo no código ColorADD.

A MyFarm, por seu turno, evidenciou-se por trazer o famoso jogo Farmville do Facebook para o mundo real, através da interacção entre o consumidor e o agricultor. Em termos simples, o projecto possibilita a monitorização de uma horta à distância, com recurso a uma plataforma digital, permitindo, por exemplo, definir o seu tamanho, produtos e quantidades, sendo da responsabilidade do agricultor a sua produção. O escoamento de produtos de pequenos agricultores é um dos aspectos que sai beneficiado com o projecto. Continuar a ler

Cidades do futuro devem ajudar a resolver problemas sem invadir a vida das pessoas

Fonte: Público

Barcelona foi palco de uma exposição em que estiveram em evidência os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos na área das smart cities.

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As cidades do futuro terão drones para transportar medicamentos ou prestar assistência em situações de emergência, haverá robots para prestar informações nas ruas, os carros serão todos eléctricos e partilhados pelos utilizadores, os elevadores consumirão menos energia e poderão deslocar-se na horizontal, e os projectos urbanísticos absorverão as ideias criativas dos seus habitantes que, ao mesmo tempo, estarão mais perto da sua governação.

Esta é uma antevisão baseada em algumas das tendências e novidades da quinta edição da Smart City Expo – que se realizou em Barcelona no mês passado – e que pretende ser, segundo a organização, “o congresso líder mundial em soluções inteligentes para as cidades, organizações e especialistas”. Um dos grandes desafios, defenderam os responsáveis municipais da capital da Catalunha, está na compatibilização do desenvolvimento tecnológico com o direito dos cidadãos à privacidade.

O evento, que recebeu 20 mil visitantes (o dobro da última edição), contou com 450 expositores e representantes de 500 cidades. Entre os expositores destacavam-se  as empresas ligadas à mobilidade, tecnologia, eficiência energética, meio ambiente, gestão demográfica e urbanismo. A Smart City Expo teve a sua origem na BcnRail, uma feira internacional ferroviária no qual os transportes urbanos e as novas tecnologias ocupam um lugar de destaque. Este certame ainda se mantém e ocupa o mesmo espaço físico da Smart City Expo que, contudo, tem uma abrangência maior.  Continuar a ler

Smart Cities | cluster para o sector das cidades inteligentes espera luz verde

Fonte: Smart Cities

Portugal poderá ter, muito em breve, um cluster para o sector das cidades inteligentes. A ser aprovada, a iniciativa irá ajudar projectos e acções nesta área a obter financiamento, revelou, esta manhã, Catarina Selada, directora da Unidade de Cidades da INTELI – Inteligência em Inovação, Centro de Inovação.

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Para que tal aconteça, falta, no entanto, que a decisão final da candidatura ao Portugal 2020 para o reconhecimento deste cluster, apresentada em Julho passado, seja favorável, disse a responsável, durante o evento Smart Travel’ 15, que acontece hoje em Bragança. Nesse cenário, os projectos que façam parte deste cluster serão, automaticamente, favorecidos na apreciação de candidaturas a programas de financiamento. “Há um plano estratégico e de acção, que já foi elaborado com um conjunto de projectos, que terão majoração positiva na sua apreciação, aquando da apresentação de projectos concretos aos programas de financiamento. Estando inserido no cluster, o projecto terá uma majoração positiva na avaliação”, explicou a especialista portuguesa, à margem da sua apresentação.

A divulgação dos resultados das candidaturas deveria já ter acontecido em Setembro, porém, a instabilidade política dos últimos tempos e consequente mudança de Executivo atrasaram este processo. Ainda assim, Catarina Selada espera que a decisão seja conhecida em breve, mas coloca a possibilidade de haver uma “reapreciação das candidaturas”.

Deste cluster farão parte cerca de 50 entidades, entre empresas – desde as grandes tecnológicas a start-ups empreendedoras –, centros tecnológicos, universidades, incubadoras e municípios. “Havendo uma política de clusterização nacional, [esta é uma oportunidade de] podermos ir para além dos clusters tradicionais, muito sectorizados, e abordar uma área que é necessariamente multidisciplinar e que necessita de integração: o mercado das smart cities. No fundo, este faz confluir diversos produtos e serviços na área da energia, mobilidade, ambiente, governação, etc., para um cliente final e que é, ao mesmo tempo, parceiro que é a cidade”, concluiu Catarina Selada. Continuar a ler

Universidade Nova de Lisboa | Pós-Graduação em Smart Cities

Candidaturas até 10 de dezembro. Mais informação aqui.

Sob o ponto de vista dos Sistemas de Informação as cidades inteligentes podem ser vistas como organismos vivos onde a monitorização e processamento de grandes quantidade de dados em tempo real sobre a atividade da cidade é crítico. Neste sentido, a ideia de cidade metabolismo tem vindo a ganhar notoriedade inspirando-se em conceitos biológicos para mostrar que a cidade é um tecido orgânico que cresce e se expande como um organismo vivo.

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Este contexto traz novos desa_os para a Informática colocando em cima da mesa como objectivos importantes, o desenvolvimento, a implementação e a concepção de novas abordagens, ferramentas e métodos para tornar as cidades um lugar mais habitável para todos os grupos da sociedade.

O endereçamento deste problema pode ser realizado encarando três vertentes principais: Serviços, Análise, Participação, com a intenção posterior de integrar os resultados numa toolbox informática que as cidades possam adoptar facilmente para desenvolver os sistemas informáticos que suportem as cidades inteligentes.

A Pós-Graduação em Smart Cities vem responder a esta necessidade de formação superior numa área fundamental ao desenvolvimento da economia nacional. Continuar a ler

Smart cities | As nossas cidades estão a ficar inteligentes

Fonte: Jornal i

Aplicações para pagar parques de estacionamento, wi-fi grátis em transportes públicos, bicicletas eléctricas, táxis colectivos ou unidades móveis de saúde são alguns dos projectos já implementados para tornar os nossos centros urbanos mais smart. As cidades são, sem dúvida, os lugares mais densamente povoados do planeta e há cada vez mais a necessidade de encontrar formas inteligentes de as pôr a funcionar. Em Portugal já se caminha para o objectivo de ter smart cities, mas o caminho a percorrer pode ainda estar longe do fim.

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Mas o que faz uma smart city? A resposta é simples. “São cidades inovadoras, sustentáveis, inclusivas, resilientes e conectadas, orientadas para promover a criação de negócios e emprego e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, desmistifica ao i Catarina Selada, directora da unidade de cidades da INTELI, a entidade gestora da rede de cidades inteligentes de Portugal. Existem já “diversas cidades e vilas portuguesas, espalhadas um pouco por todo o país, que estão atentas a este movimento”, onde se destacam as regiões do Alentejo, Vale do Tejo e Porto, pelo maior número de projectos já em funcionamento.

Mas a inovação – sempre assente nas novas tecnologias de informação e comunicação – chega a todos os pontos do país: “A Rede Portuguesa de Cidades Inteligentes (RENER) integra 46 municípios que se encontram a partilhar boas práticas e a desenvolver projectos conjuntos na área da evolução urbana”, destaca a responsável.

E esta lógica de colaboração entre cidades já se estendeu até ao país vizinho, com o qual foi estabelecido um protocolo de cooperação com a Rede Espanhola de Cidades Inteligentes. Actualmente há uma “rede ibérica que conta com 111 cidades”.

As smart cities utilizam “a informação, o conhecimento e as tecnologias digitais para atingir objectivos sociais, económicos e ambientais e responder aos desafios urbanos do futuro”, diz Catarina Selada, acrescentando que “numa smart city, as tecnologias são apenas enablers, o foco deverá ser colocado nas pessoas”. A nível nacional, podemos encontrar projectos para tornar as cidades inteligentes em áreas diversas como a da energia, mobilidade, ambiente, governação, turismo, saúde, segurança ou educação. Mas estes, como lamenta a responsável da INTELI, são mais “iniciativas pontuais e isoladas do que estratégias integradas de desenvolvimento urbano inteligente”. Continuar a ler

Opinião | Desafios para as cidades do futuro por Mafalda Freitas

Fonte: Diário Económico

São inúmeras as forças que convergem para fazer das ‘smart cities’ uma tendência global. Fortes movimentos migratórios para as cidades – em busca de maior empregabilidade, melhor acesso a educação e saúde, e mais opções de entretenimento, cultura e lazer -, condicionam a gestão de recursos escassos, que devem responder a exigências e expetativas crescentes no que respeita a infraestruturas, emprego, segurança e transportes.

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Acresce a complexidade dos atuais desafios ambientais (nas cidades são gerados três quartos das emissões de co2, pelo que deverá ser nas cidades que se deverá reverter nessa tendência). Paralelamente, as cidades competem hoje entre si na captação de investimentos, de empresas e do melhor talento, que são motores do desenvolvimento de ambientes de negócios, sociais e culturais estimulantes, criativos e geradores de crescimento. Na competição para atrair o(s) melhor(es), ganha a cidade mais aberta e tolerante, com maior dinamismo, com melhores incentivos, a cidade que facilita e integra.

Vivemos, ainda, num período de transformações tecnológicas importantes e permanentes, sentidas por todos. Os custos de recolher, comunicar e analisar dados diminuíram ao mesmo ritmo que o conhecimento e a oferta aumentaram – ‘apps’, ‘social media’, ‘cloud computing’, ‘big data’ – terminologias na ordem do dia e fontes de comunicação, agregação e tratamento de dados inestimáveis. Muitas das infraestruturas e das bases tecnológicas fazem já hoje parte do nosso mundo, e impulsionam a criação de soluções e serviços inovadores. As ‘smart cities’ são hoje, por isto mesmo, (mais que uma possibilidade) um imperativo de eficiência, sustentabilidade, atratividade e qualidade no quotidiano dos cidadãos.

Apesar dos fatores impulsionadores, o caminho para uma ‘smart city’ impõe diversos desafios, como sejam:

– A tradicional cultura ‘compartimentada’ de resposta a desafios deverá dar lugar a um esforço colaborativo e a abordagens holísticas e integradas na resposta às diversas componentes de atuação; Continuar a ler

A cidade dos mil milhões onde ninguém vai viver

Fonte: Observador

O estado americano do Novo México está recheado de cidades fantasma. Muitas delas ficaram autenticamente sem vida quando terminou, em meados de século XIX, a “corrida do ouro”. Nesse ano começaram a surgir notícias de que tinha sido encontrado ouro algures na Califórnia. Milhares de pessoas largaram tudo para correr atrás do “El Dorado”. Cidades inteiras ficaram vazias. Até hoje.

Agora, no deserto do Novo México, vai ser construída mais uma dessas cidades. Um projeto megalómano com um custo a rondar os mil milhões de dólares (quase 900 milhões de euros). Mas ninguém lá poderá viver.

Como conta a CNN, esta cidade, que poderia albergar 35 mil pessoas, terá um moderno centro de negócios, parques, centros comerciais e uma igreja. O CITE (Centro de Inovação, Teste e Avaliação), nome dado ao projeto, é da autoria da empresa de telecomunicações Pegasus Global Holdings, terá um centro dedicado a experiências e testes em matérias como o transporte, construção, comunicações e segurança com quase 4 mil metros quadrados e vai ser o centro de desenvolvimento de novas tecnologias para o ambiente urbano. No fundo o objetivo é parecer uma cidade americana como todas as outras. Mas sem gente. Continuar a ler

Smart Cities vão gerar quase dois biliões de euros

Fonte: Smart Cities

À medida que o número de cidades inteligentes aumenta um pouco por todo o mundo, as receitas geradas deverão atingir cerca de 1,8 biliões de euros, em 2020. Esta é, pelo menos, a projecção da consultora Arthur D. Little, que indica, ainda, que as smart cities têm o potencial de fazer crescer o PIB de uma metrópole ou região em mais de 15%.

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O investimento continuado, sobretudo, por parte dos governos locais na modernização de infra-estruturas residenciais e sociais, como habitações e escolas, é um dos aspectos que mais contribuiu para a estimativa de que, nos próximos cinco anos, a taxa de crescimento das receitas provenientes das cidades inteligentes será de 13,9%. Mas não só. “Hoje, a maioria dos investimentos em smart cities estão a convergir para as smart grids, redução das emissões de carbono, banda larga pública (como Wi-Fi gratuito) e automação de edifícios”, destaca Ansgar Schlautmann, presidente global do Innovative Business Designs Competence Centre e um dos autores do estudo da Arthur D. Little.

Mais de 100 cidades, identificou a consultora, encontram-se a implementar de alguma forma o conceito “smart city”, sendo os serviços potenciados pela Big Data e os que fornecem informações ao sector privado para o desenvolvimento de serviços “abertos” os que dominam as tendências.

Cidades como Berna (Suiça), Frankfurt (Alemanha) e Atlanta (Estados Unidos), por exemplo, encontram-se numa primeira fase da curva de maturidade no âmbito das smart cities, investindo maioritariamente em marketing, no sentido de melhorar a imagem da cidade e de criar uma maior consciencialização para esta temática. Enquanto Berlim (Alemanha) e Dublin (Irlanda) já implementam projectos pilotos, ainda que não possuam programas de larga escala. Continuar a ler

Lisboa horizontal vence concurso big smart cities

Fonte: Smart Cities

O projecto Lisboa Horizontal consagrou-se, ontem, vencedor da edição deste ano do concurso BIG Smart Cities, uma iniciativa da Vodafone e da câmara de Lisboa que fomenta a criação de novas de soluções para a melhoria da qualidade de vida nas cidades. Para além da incubação no Vodafone Power Labs, os ilustradores da ideia receberam um prémio no valor de 10 mil euros.

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Com base em informação topográfica, a app de navegação por GPS Lisboa Horizontal pretende fomentar o uso da bicicleta no meio urbano, fornecendo aos ciclistas 691 quilómetros de rotas planas dentro da capital. Segundo um estudo elaborado pelos promotores da ideia, 63% das ruas de Lisboa têm menos de 4% de inclinação.

Seguindo a lógica das linhas de metro, a aplicação, vencedora na categoria Smart Mobility, conecta as principais zonas da cidade, permitindo encontrar lojas para bicicletas onde seja possível encher os pneus da bicicleta, a título de exemplo.

No âmbito do concurso, foram ainda atribuídas três menções honrosas. Dentro da categoria Smart Living, o projecto Visualfy, dedicado a pessoas com deficiências auditivas, recebeu a menção honrosa “Internet of Things”. Ao interpretar sons captados através de microfones espalhados pelas divisões de uma casa, este sistema fornece orientações ao utilizador, enviando notificações que podem ser visualizadas no smartphone, smartwatch ou smart tv. Continuar a ler

Google lança start-up para smart cities

Fonte: Smart Cities

Chama-se SideWalk Labs e é, desde ontem, a mais recente start-up a trabalhar na área das tecnologias para a vida urbana. Distingue-se, contudo, por ter sido lançada pela gigante Google e, apesar do “modesto investimento”, como lhe chama a empresa, demonstra que a multinacional está atenta ao potencial do mercado das cidades.

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Para já, sabe-se que a nova empresa irá dedicar-se ao desenvolvimento tecnológico de soluções para cidades nas áreas de mobilidade, eficiência energética, diminuição da poluição e do custo de vida e melhoria da administração local.

“Estamos no início de uma transformação histórica nas cidades. Numa altura em que as preocupações sobre igualdade, custos, saúde e ambiente urbanos estão a intensificar-se, uma mudança tecnológica sem precedentes permitirá às cidades ser mais eficientes, responsivas, flexíveis e resilientes”, afirma o CEO da nova empresa, Dan Doctoroff, ex-vice-mayor de Nova Iorque. A sede da SideWalk Labs será também nesta cidade norte-americana. Continuar a ler

Vai à praia?! Junte o smartphone ao protetor solar!

Perto do início da época balnear, há várias apps que ajudam a preparar a ida à praia a partir de casa. Em Portugal, é possível saber mais informações sobre praias com Bandeira Azul e, até, conhecer temperaturas e o estado do vento em tempo real. Contudo, ainda é um progresso tímido face a uma app pioneira na Grã-Bretanha que alerta, em tempo real, para focos de poluição.

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Chega o calor e, para muitos, a vontade de rumar à praia mais próxima. Mentalmente, prepara-se a lista do que levar e, entre biquínis e o protector solar, faz cada vez sentido juntar o smartphone aos preparativos indispensáveis para a praia. Em Portugal, é possível saber, partir de casa, a qualidade das praias e as condições atmosféricas do local.

Para 174 praias nacionais, a Fundação Vodafone disponibiliza a app “Praia em Directo”. Através desta ferramenta, é possível escolher uma praia e aceder aos vários indicadores disponíveis. Tem pavor a água gelada e só pensa em destinos de férias com o mar a temperatura aprazível? A temperatura da água é um dos indicadores disponíveis para cada praia registada no sistema, a par da temperatura do ar, índice ultravioleta, velocidade média e orientação do vento e qualidade da água balnear. Todos estes têm uma actualização em tempo real, com excepção da qualidade da água, que provém da avaliação anual da Agência Portuguesa do Ambiente. Em paralelo, uma app da Associação Bandeira Azul apresenta informações sobre as praias galardoadas com a distinção de qualidade ambiental. Há dados de informação ambiental e serviços associados às praias, mas também sem uma dimensão de tempo real. Continuar a ler