As cidades inteligentes ainda estão na “fase-piloto”

Fonte: Público

Projecto Mobi-E, que espalhou uma rede de postos de carregamento de automóveis eléctricos pelo país, é um dos raros exemplos de uma iniciativa já com escala, diz Catarina Selada, da Inteli.

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Muitos municípios do país andam numa corrida para tentar tornar mais poupados e inteligentes os seus sistemas de iluminação pública. Ao ritmo de cada um, que o investimento é caro, embora de retorno rápido, este é um exemplo de como a ideia das cidades inteligentes vai fazendo o seu caminho. Contudo, a maior parte dos projectos de Smart Cities, nas mais diversas áreas, ainda não passou da fase piloto e não está a ter uma aplicação em escala, assume Catarina Selada, do centro de inovação Inteli, a instiuição que pôs Portugal a pensar nas cidades do futuro.

Catarina Selada foi esta semana premiada pela Fundação Associação Industrial de Portugal por uma década de trabalho na coordenação do esforço português para tornar as nossas cidades mais inteligentes. É essa a sua área de trabalho na Inteli, entidade que está na origem do projecto de mobilidade eléctrica Mobi-E, da Rede Nacional de Cidades Inteligentes – A Rener Living Lab, ou da mais recente Smart Cities Portugal, que além dos 46 municípios da Rener LL, inclui universidades, centros de Investigação, empresas e outras organizações de um cluster que, além de poder resolver muitos dos problemas com que nos defrontamos no dia-a-dia, gera inovação, emprego, exportações.

Catarina Selada faz um balanço positivo destes dez anos a bater na tecla das Smart Cities, assumindo, desde logo, que, de tanto ser usada, a tecla está gasta. Hoje, mais do que de smart cities, ou de cidades inteligentes, fala-se em cidades do futuro. Mas mantém-se a tónica na tecnologia, vista não como um fim em si mesmo, mas como um meio de melhorar processos, poupar tempo e recursos e tornar mais transparente a nossa vida em comum nesses espaços urbanos de grande densidade demográfica onde, até meados do século, viverá 70% da população mundial. Continuar a ler

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O ZOOM Smart Cities vai acontecer nos dias 18 e 19 de maio de 2016

Mais informação aqui.

Estudos realizados revelam que em 2050 as cidades vão acolher mais de 70% da população mundial (ONU).

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Este é um tempo de oportunidades em que as decisões têm de ser informadas e planeadas.
Os números revelam a urgência de abordar os temas relacionados com a inteligência das cidades de forma completa.

Portugal 2020: dispõe de 2 mil milhões de euros para cidades sustentáveis. Banco Mundial: dispõe de 2,96 mil milhões de euros para o desenvolvimento urbano. Horizonte 2020: dispõe de 5,9 mil milhões de euros de um total de 80 mil milhões para as áreas secure, clean and eficiente energy, até 2020. 51% das cidades europeias com mais de 100 mil habitantes já implementaram iniciativas de inteligência urbana (relatório Mapping Smart Cities in the EU – 2014). 1,565 triliões de dólares é quanto irá valer o mercado das Smart cities em 2020. E são estes e outros dados que revelam a necessidade de pensar numa perspetiva “buttom-up”, indispensável ao progresso dos centros urbanos.

A conferência internacional ZOOM Smart Cities vai ocorrer em Lisboa, Portugal.

Portugal é um país com muitos casos de estudo na área da mobilidade, resíduos, ambiente, energia, entre outras áreas.

Lisboa é uma das cidades mais atrativas, inovadoras e criativas no panorama europeu. No entanto, falta ainda uma linha de comunicação e de partilha de conhecimento que assuma a inteligência como um desígnio político e de administração, mais do que uma etiqueta.

O ZOOM Smart Cities nasce com o intuito de projetar Lisboa, e Portugal, no contexto internacional, como um exemplo de uma cidade e de um país que pensam e planeiam, apontando caminhos mais do que críticas e soluções mais do que objeções.

O ZOOM Smart Cities vai acontecer nos dias 18 e 19 de maio de 2016. Continuar a ler

Smart Cities | cluster para o sector das cidades inteligentes espera luz verde

Fonte: Smart Cities

Portugal poderá ter, muito em breve, um cluster para o sector das cidades inteligentes. A ser aprovada, a iniciativa irá ajudar projectos e acções nesta área a obter financiamento, revelou, esta manhã, Catarina Selada, directora da Unidade de Cidades da INTELI – Inteligência em Inovação, Centro de Inovação.

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Para que tal aconteça, falta, no entanto, que a decisão final da candidatura ao Portugal 2020 para o reconhecimento deste cluster, apresentada em Julho passado, seja favorável, disse a responsável, durante o evento Smart Travel’ 15, que acontece hoje em Bragança. Nesse cenário, os projectos que façam parte deste cluster serão, automaticamente, favorecidos na apreciação de candidaturas a programas de financiamento. “Há um plano estratégico e de acção, que já foi elaborado com um conjunto de projectos, que terão majoração positiva na sua apreciação, aquando da apresentação de projectos concretos aos programas de financiamento. Estando inserido no cluster, o projecto terá uma majoração positiva na avaliação”, explicou a especialista portuguesa, à margem da sua apresentação.

A divulgação dos resultados das candidaturas deveria já ter acontecido em Setembro, porém, a instabilidade política dos últimos tempos e consequente mudança de Executivo atrasaram este processo. Ainda assim, Catarina Selada espera que a decisão seja conhecida em breve, mas coloca a possibilidade de haver uma “reapreciação das candidaturas”.

Deste cluster farão parte cerca de 50 entidades, entre empresas – desde as grandes tecnológicas a start-ups empreendedoras –, centros tecnológicos, universidades, incubadoras e municípios. “Havendo uma política de clusterização nacional, [esta é uma oportunidade de] podermos ir para além dos clusters tradicionais, muito sectorizados, e abordar uma área que é necessariamente multidisciplinar e que necessita de integração: o mercado das smart cities. No fundo, este faz confluir diversos produtos e serviços na área da energia, mobilidade, ambiente, governação, etc., para um cliente final e que é, ao mesmo tempo, parceiro que é a cidade”, concluiu Catarina Selada. Continuar a ler

Smart cities | As nossas cidades estão a ficar inteligentes

Fonte: Jornal i

Aplicações para pagar parques de estacionamento, wi-fi grátis em transportes públicos, bicicletas eléctricas, táxis colectivos ou unidades móveis de saúde são alguns dos projectos já implementados para tornar os nossos centros urbanos mais smart. As cidades são, sem dúvida, os lugares mais densamente povoados do planeta e há cada vez mais a necessidade de encontrar formas inteligentes de as pôr a funcionar. Em Portugal já se caminha para o objectivo de ter smart cities, mas o caminho a percorrer pode ainda estar longe do fim.

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Mas o que faz uma smart city? A resposta é simples. “São cidades inovadoras, sustentáveis, inclusivas, resilientes e conectadas, orientadas para promover a criação de negócios e emprego e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, desmistifica ao i Catarina Selada, directora da unidade de cidades da INTELI, a entidade gestora da rede de cidades inteligentes de Portugal. Existem já “diversas cidades e vilas portuguesas, espalhadas um pouco por todo o país, que estão atentas a este movimento”, onde se destacam as regiões do Alentejo, Vale do Tejo e Porto, pelo maior número de projectos já em funcionamento.

Mas a inovação – sempre assente nas novas tecnologias de informação e comunicação – chega a todos os pontos do país: “A Rede Portuguesa de Cidades Inteligentes (RENER) integra 46 municípios que se encontram a partilhar boas práticas e a desenvolver projectos conjuntos na área da evolução urbana”, destaca a responsável.

E esta lógica de colaboração entre cidades já se estendeu até ao país vizinho, com o qual foi estabelecido um protocolo de cooperação com a Rede Espanhola de Cidades Inteligentes. Actualmente há uma “rede ibérica que conta com 111 cidades”.

As smart cities utilizam “a informação, o conhecimento e as tecnologias digitais para atingir objectivos sociais, económicos e ambientais e responder aos desafios urbanos do futuro”, diz Catarina Selada, acrescentando que “numa smart city, as tecnologias são apenas enablers, o foco deverá ser colocado nas pessoas”. A nível nacional, podemos encontrar projectos para tornar as cidades inteligentes em áreas diversas como a da energia, mobilidade, ambiente, governação, turismo, saúde, segurança ou educação. Mas estes, como lamenta a responsável da INTELI, são mais “iniciativas pontuais e isoladas do que estratégias integradas de desenvolvimento urbano inteligente”. Continuar a ler

Smart City Expo World Congress 17 e 19 de Novembro

Fonte: Smart Cities

É já na próxima semana que Barcelona se torna a capital mundial das smart cities. A cidade catalã acolhe, pela quinta vez, o Smart City Expo World Congress(SCEWC). A edição deste ano, a ter lugar entre 17 e 19 de Novembro, vai ser a maior de sempre, segundo a organização, estando já assegurada a presença de 500 cidades, 450 expositores e 400 oradores.

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Para as cidades, o certame representa uma oportunidade para mostrar os projectos e soluções que estão a implementar, desde Tel Aviv, a Istambul, Adelaide, Hamburgo, Nova Iorque, Viena ou Paris. Para dar a conhecer as soluções mais recentes na área da gestão urbana, vão estar, lado a lado, gigantes multinacionais e start-ups promissoras – Amazon, Audi, Airbnb, Cisco, Engie, FCC, Ferrovial, FIWARE, Google, IBM, Microsoft, SAP, Siemens, Telefónica, ThyssenKrupp são alguns dos nomes que vão ocupar a área de exposição.

Mas o sucesso do SCEWC não se deve apenas à mostra de projectos e soluções. Em apenas cinco anos, o evento já se assumiu como o palco de excelência para debater as tendências de inteligência urbana actuais. Para isso, estão marcadas mais de 40 sessões dedicadas a seis temas centrais na discussão sobre smart cities: tecnologia, sociedade, governança, sustentabilidade, mobilidade e inovação & start-ups. A palavra vai estar do lado de nomes como os dos economistas Edward L. Glaeser (Universidade de Harvard) e Pankaj Ghemawat (Universidade de Nova Iorque), da especialista em tecnologia Juliana Rotich e de Beth Simone Noveck, directora do Governance Lab, entre outros.

Porquê Barcelona? Boyd Cohen responde

Eleita Capital da Inovação Europeia e Cidade do Futuro, Barcelona parece ser a escolha óbvia para acolher um evento desta magnitude. A capital da Catalunha tem sido o palco de inúmeros projectos tecnológicos e a musa inspiradora de muitas cidades do mundo. Mas será apenas isso que torna Barcelona tão especial? Continuar a ler

Smart Cities vão gerar quase dois biliões de euros

Fonte: Smart Cities

À medida que o número de cidades inteligentes aumenta um pouco por todo o mundo, as receitas geradas deverão atingir cerca de 1,8 biliões de euros, em 2020. Esta é, pelo menos, a projecção da consultora Arthur D. Little, que indica, ainda, que as smart cities têm o potencial de fazer crescer o PIB de uma metrópole ou região em mais de 15%.

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O investimento continuado, sobretudo, por parte dos governos locais na modernização de infra-estruturas residenciais e sociais, como habitações e escolas, é um dos aspectos que mais contribuiu para a estimativa de que, nos próximos cinco anos, a taxa de crescimento das receitas provenientes das cidades inteligentes será de 13,9%. Mas não só. “Hoje, a maioria dos investimentos em smart cities estão a convergir para as smart grids, redução das emissões de carbono, banda larga pública (como Wi-Fi gratuito) e automação de edifícios”, destaca Ansgar Schlautmann, presidente global do Innovative Business Designs Competence Centre e um dos autores do estudo da Arthur D. Little.

Mais de 100 cidades, identificou a consultora, encontram-se a implementar de alguma forma o conceito “smart city”, sendo os serviços potenciados pela Big Data e os que fornecem informações ao sector privado para o desenvolvimento de serviços “abertos” os que dominam as tendências.

Cidades como Berna (Suiça), Frankfurt (Alemanha) e Atlanta (Estados Unidos), por exemplo, encontram-se numa primeira fase da curva de maturidade no âmbito das smart cities, investindo maioritariamente em marketing, no sentido de melhorar a imagem da cidade e de criar uma maior consciencialização para esta temática. Enquanto Berlim (Alemanha) e Dublin (Irlanda) já implementam projectos pilotos, ainda que não possuam programas de larga escala. Continuar a ler

Realiza-se amanhã o Oeiras – A Smarter Future – uma perspetiva analítica

Fantástico!

Oeiras com boas Vistas 😉

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O seminário tem por objetivo definir uma estratégia sustentável para a implementação de iniciativas que alavanquem o potencial analítico do Município de Oeiras

Amanhã, 29 de julho, o Núcleo Central  do Taguspark, em Oeiras, irá receber o Seminário “OEIRAS| A SMARTER FUTURE – Uma Perspetiva Analítica”.

Organizado pela Câmara Municipal de o Seminário ‘OEIRAS| A SMARTER FUTURE – Uma Perspetiva Analítica’, é oportunidade de partilha e diálogo entre players relevantes de múltiplos sectores de atividade, com o objetivo único de encontrar as melhores soluções para Oeiras.

O evento pode ser acompanhado em Live twitter #Oeirasasmarterfuture.

Configurado como um kick-off do projeto ‘Oeiras Urban Analytics Hub’, o seminário tem por objetivo definir uma estratégia sustentável para a implementação de iniciativas que alavanquem o potencial analítico do Município de Oeiras, em linha com as tendências globais e com as mais recentes diretivas nacionais. Continuar a ler

Lisboa horizontal vence concurso big smart cities

Fonte: Smart Cities

O projecto Lisboa Horizontal consagrou-se, ontem, vencedor da edição deste ano do concurso BIG Smart Cities, uma iniciativa da Vodafone e da câmara de Lisboa que fomenta a criação de novas de soluções para a melhoria da qualidade de vida nas cidades. Para além da incubação no Vodafone Power Labs, os ilustradores da ideia receberam um prémio no valor de 10 mil euros.

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Com base em informação topográfica, a app de navegação por GPS Lisboa Horizontal pretende fomentar o uso da bicicleta no meio urbano, fornecendo aos ciclistas 691 quilómetros de rotas planas dentro da capital. Segundo um estudo elaborado pelos promotores da ideia, 63% das ruas de Lisboa têm menos de 4% de inclinação.

Seguindo a lógica das linhas de metro, a aplicação, vencedora na categoria Smart Mobility, conecta as principais zonas da cidade, permitindo encontrar lojas para bicicletas onde seja possível encher os pneus da bicicleta, a título de exemplo.

No âmbito do concurso, foram ainda atribuídas três menções honrosas. Dentro da categoria Smart Living, o projecto Visualfy, dedicado a pessoas com deficiências auditivas, recebeu a menção honrosa “Internet of Things”. Ao interpretar sons captados através de microfones espalhados pelas divisões de uma casa, este sistema fornece orientações ao utilizador, enviando notificações que podem ser visualizadas no smartphone, smartwatch ou smart tv. Continuar a ler

Google lança start-up para smart cities

Fonte: Smart Cities

Chama-se SideWalk Labs e é, desde ontem, a mais recente start-up a trabalhar na área das tecnologias para a vida urbana. Distingue-se, contudo, por ter sido lançada pela gigante Google e, apesar do “modesto investimento”, como lhe chama a empresa, demonstra que a multinacional está atenta ao potencial do mercado das cidades.

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Para já, sabe-se que a nova empresa irá dedicar-se ao desenvolvimento tecnológico de soluções para cidades nas áreas de mobilidade, eficiência energética, diminuição da poluição e do custo de vida e melhoria da administração local.

“Estamos no início de uma transformação histórica nas cidades. Numa altura em que as preocupações sobre igualdade, custos, saúde e ambiente urbanos estão a intensificar-se, uma mudança tecnológica sem precedentes permitirá às cidades ser mais eficientes, responsivas, flexíveis e resilientes”, afirma o CEO da nova empresa, Dan Doctoroff, ex-vice-mayor de Nova Iorque. A sede da SideWalk Labs será também nesta cidade norte-americana. Continuar a ler

SInGeLu vence prémio Cidades Analíticas 2015

Fonte: Smart Cities

O SInGeLu, uma plataforma de gestão de iluminação pública, foi o grande vencedor do prémio “Cidades Analíticas 2015”, no valor de cinco mil euros, no âmbito da iniciativa do Governo com o mesmo nome. A entrega do prémio teve lugar ontem na reitoria da Universidade Nova de Lisboa e distinguiu ainda, com uma menção honrosa, o portal Lisboa Interativa.

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“O SInGeLu é uma aplicação que incorpora o protocolo de comunicações que permite a recolha de dados relativos aos consumos, a informação dos diferentes sensores, a parametrização de perfis de utilização e o controlo remoto das luminárias”, explica o sítio on-line da plataforma.

A solução para gestão da iluminação pública da Talents & Treasures já está implementada em alguns municípios portugueses, em particular em Águeda, cujo projecto foi também recentemente distinguido com o selo “A smart project for smart cities” da INTELI. Continuar a ler

Urban Analytics | Conferência Internacional em Lisboa

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A Conferência Internacional tem como objetivos a difusão do conhecimento sobre a temática da analítica urbana, o aumento da visibilidade internacional desta iniciativa, a promoção de parcerias institucionais e profissionais a longo prazo, a promoção do diálogo e da troca de experiências entre instituições e profissionais e o fortalecimento da cooperação entre Portugal e os países EFTA, particularmente, no âmbito das políticas urbanas.

A Conferência, que se realizará no dia 22 de abril de 2015, em Lisboa, é dirigida a todos os profissionais interessados na temática urbana e que trabalhem em autoridades locais ou regionais, universidades, institutos de investigação, organizações não governamentais ou empresas privadas.

Os objetivos são:

  • Promover a discussão do tema “Cidades Analíticas” em Portugal através da partilha de experiências;
  • Aproximar e mobilizar os municípios e restantes atores para acelerar o desenvolvimento das cidades inteligentes em Portugal;
  • Promover novos projetos e soluções através da dinamização do ecossistema de atores ligados ao desenvolvimento de soluções;
  • Reconhecer e distinguir projetos inovadores e relevantes em Portugal;
  • Promover o estabelecimento de parcerias institucionais e profissionais duradouras.

Programa: Continuar a ler

Cidades Sustentáveis 2020

A estratégia do Governo para as Cidades Sustentáveis 2020 está em consulta pública. Até ao final deste mês, cada português pode dar a sua opinião sobre esta proposta para o desenvolvimento territorial integrado, aos níveis económico, social, ambiental, cultural e de governança.

click na imagem para ver documento

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O plano pretende tornar as cidades portuguesas mais cognitivas, conectadas, justas, saudáveis, resilientes e prósperas, tendo como base quatro eixos estratégicos – Inteligência e Competitividade, Territorialização e Governança, Sustentabilidade e Eficiência, e Inclusão e Capital Humano.

Para implementar esta estratégia, o Governo conta com o apoio para financiamento do novo quadro de fundos comunitários, Portugal 2020, e prevê a criação de um Fórum Cidades Sustentáveis 2020, de um barómetro e do Índice de Sustentabilidade Urbana, com vista à partilha de experiências e conhecimento e ao incentivo da competição saudável entre as cidades. Para além disso, espera-se ainda a promoção de redes e plataformas de conhecimento e inovação urbana e a disseminação de boas práticas a nível nacional. Continuar a ler

Opinião | Cidades Inteligentes: Cibernética e Biopolítica por Rui Matoso

Não subscrevo na totalidade a opinião. Não deixa de ser um exercício muito bom e uma diferente abordagem das smart city.

Rui Matoso é dirigente concelhio do Bloco de Esquerda de Torres Vedras, professor universitário e gestor cultural.

ruimatosoDesde a 2ª Guerra Mundial que as investigações na automatização da vida e na digitalização das comunicações, na altura em prol de melhorias nas máquinas de guerra do exército norte-americano, se vêm consolidando em torno daquilo que Norbert Wiener designou como Cibernética na sua famosa obra de 1948, Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine.

A regulação e controlo dos fluxos de informação e dos mecanismos de feedback aplicados pela Cibernética à investigação dos mecanismos de regulação homeostática nos seres humanos é um dos eixos principais da cibernetização do humano e dos seus ambientes. Outro eixo fundamental desta perspetiva ciborgue está patente na opção de Wiener pela digitalização da informação através do uso preferencial das “máquinas numéricas” (máquinas digitais baseadas na aritmética binária e álgebra booleana) em vez das “máquinas analógicas”, bem como no aperfeiçoamento tecnológico das capacidades de programação, memorização e automatização de processos – cujo incremento nas velocidades de processamento levariam à desejável substituição do gesto humano por processos de automação. Este eixo da Cibernética, apoiado nas investigações de John von Neumann e de Alan Turing, foi o que permitiu a Norbert Wiener afirmar que o sistema nervoso humano e animal operavam como sistemas de computação e controlo, pois a rede neuronal (neurónios-sinapses) funcionaria de forma análoga ao do cálculo binário.

Por outro lado, o entendimento de que o mecanismo de reflexo condicionado (Pavlov), ou de affective tone como Wiener prefere designar, é um mecanismo biológico de feedback relacionado com os sistemas de aprendizagem e de associação de ideias permitiu a Wiener especular acerca das capacidades de aprendizagem dos computadores, levando-o a afirmar que a nova revolução industrial consiste em substituir o juízo e o discernimento humano pelo das máquinas, neste sentido o computador surge já não como fonte de força e poder, mas como fonte de controlo e de comunicação. Continuar a ler

Concurso de tecnologias BIG Smart Cities

Fonte: Smart Cities

As candidaturas para a terceira edição do concurso de tecnologias BIG Smart Cities encontram-se abertas até ao próximo dia 27 de Abril. Esta iniciativa do programa Vodafone Power Lab, em parceria com a câmara municipal de Lisboa, promove o desenvolvimento de soluções que visem a melhoria da qualidade de vida dos habitantes e trabalhadores das cidades, mas também daqueles que as visitam.

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O concurso abarca quatro categorias, para as quais podem ser apresentadas propostas: Smart Mobility, Smart Energy, Smart Tourism e Smart Living; e a regra primordial é a utilização da tecnologia das Redes de Nova Geração em prol da sustentabilidade das cidades.

O vencedor terá a oportunidade de desenvolver o seu projecto, durante seis meses, nas instalações da incubadora Vodafone Power Lab, um programa de incentivo à inovação e de apoio ao empreendedorismo, dispondo, entre outros, de formação, coaching e mentoring.

Além disso, será atribuído um prémio no valor de dez mil euros à ideia que conquistar o primeiro lugar,  a que se juntam três menções honrosas: Prémio do Público — concedido ao projecto com mais votos do público —, Redes de Nova Geração —para a iniciativa que que melhor explorar o potencial destas redes — e, por fim, a menção Internet of Things — atribuída à ideia que melhor enquadrar esta tendência. Continuar a ler

Espanha lança estratégia “SMART CITIES”

Fonte: Smart Cities

Ao todo, são 153 milhões de euros destinados especificamente à área das cidades inteligentes. Este é o envelope financeiro previsto pelo Plano Nacional de Cidades Inteligentes (PNCI) de Espanha, que foi apresentado formalmente no dia 26 de Março. A estratégia transversal contempla, além do financiamento a projectos, múltiplas acções de promoção tecnológica e consolidação do sector, desde o lançamento de um Livro Branco para as smart cities até à criação de um portal web com as melhores práticas.

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Se dúvidas ainda existissem, a iniciativa do Governo espanhol dissipou-as: Espanha quer ser líder global no que concerne às cidades inteligentes. Depois das iniciativas de referência a nível local (das quais Barcelona ou Santander são exemplos incontornáveis), da criação da Rede Espanhola de Cidades Inteligentes e da primeira convocatória de financiamento a projectos inteligentes implementados pelos municípios, chegou agora a vez deste Plano Nacional.

Em causa está a definição de áreas prioritárias de financiamento, a atribuir através de fundos comunitários, mas também a vontade de melhorar a gestão dos serviços municipais em Espanha – com mais incorporação tecnológica e mais eficiência –, promover destinos turísticos inteligentes e impulsionar o sector das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Aliás, neste último ponto o PNCI é bastante claro: alcançar uma dimensão do sector na ordem dos 20% do PIB espanhol. Continuar a ler

Inteli | Índice de Cidades Inteligentes 2020

Fonte: Smart Cities

43 cidades portuguesas fazem parte da segunda edição do Índice de Cidades Inteligentes 2020 da Inteli – Inteligência em Inovação, Centro de Inovação. Numa fase seguinte, o documento vai ser alargado a todos os municípios nacionais.

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A primeira edição deste Índice contou com apenas com 20 cidades, sendo que as actuais 43 fazem também parte da RENER – Rede Portuguesa de Cidades Inteligentes.

O Índice pretende posicionar estrategicamente as cidades nacionais em matéria de inteligência urbana, compondo uma base de informação e conhecimento municipal de apoio à tomada de decisão das políticas públicas e dos agentes económicos e sociais. Espera-se também que o documento contribua para melhorar o desempenho de territórios, através da criação de oportunidades de cooperação urbana, no sentido da criação de produtos, serviços e soluções criativas e inovadoras. Continuar a ler

FIWARE quer fazer das cidades motores de inovação

Lisboa e Palmela, municípios da Área Metropolitana de Lisboa, parabéns pela iniciativa 🙂

Fonte: Smart Cities

Trinta e uma cidades mundiais, incluindo seis portuguesas, juntaram-se para lançar a Iniciativa Open & Agile Smart Cities (OASC), cujo objectivo é acelerar a adopção de normas, com base em tecnologia FIWARE, no desenvolvimento de aplicações e soluções para smart cities. Desta forma, a iniciativa quer transformar as cidades em motores de crescimento e inovação.

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Este acordo pretende incentivar as cidades a implementarem a primeira norma aberta API (application programming interfaces) em FIWARE com objectivo de disponibilizar uma forma leve e simples de reunir, publicar e subscrever informação de contexto que descreve o que acontece na cidade a qualquer hora, em tempo real. Por sua vez, as cidades vão também colaborar com a definição de uma norma comum para modelos de dados abertos baseados nos resultados da experimentação e na sua utilização real. Um primeiro conjunto de normas para modelos de dados abertos vai ter como base os resultados do projecto CitySDK, desenvolvido na Europa.

Entre as 31 cidades estão seis portuguesas – Lisboa, Porto, Fundão, Palmela, Penela e Águeda –, que se juntam a Helsínquia, Espoo, Tampere, Oulu e Turku (Finlândia); Copenhaga, Aarhus e Aalborg na Dinamarca; Bruxelas, Ghent e Antuérpia (Bélgica); Milão, Palermo e Lecce (Itália); Valência, Santander, Málaga e Sevilha (Espanha); Olinda, Anapólis, Porto Alegre, Vitória, Colinas de Tocantins e Taquaritinga (Brasil). Continuar a ler