Qual é a melhor start-up nacional em inovação social?

Fonte: Smart Cities

Cinco start-ups nacionais estão na corrida para representar Portugal na final da iniciativa mundial de empreendedorismo social Chivas The Venture. A candidata escolhida será conhecida na próxima quinta-feira, num evento a realizar no Estúdio Time Out, no Mercado da Ribeira, em Lisboa.

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Dentro de um leque de 32 candidaturas, os projectos ColarADD, MyFarm, Noocity, Eco Gumelo e Beesweet foram os seleccionados pela organização, tendo sido apontados como os mais promissores.

Mas o que é que diferencia, então, estas iniciativas? Surgindo como um apoio à população daltónica, a app ColorADD permite, com recurso a um smartphone, a identificação das cores dos objectos. Esta solução baseia-se no código universal de cores para daltónicos criado por Miguel Neiva, cuja base são as três cores primárias, representadas através de símbolos gráficos. Desta forma, e usando a câmara fotográfica incorporada no telemóvel, o utilizador recebe a informação do nome da cor e o respectivo símbolo no código ColorADD.

A MyFarm, por seu turno, evidenciou-se por trazer o famoso jogo Farmville do Facebook para o mundo real, através da interacção entre o consumidor e o agricultor. Em termos simples, o projecto possibilita a monitorização de uma horta à distância, com recurso a uma plataforma digital, permitindo, por exemplo, definir o seu tamanho, produtos e quantidades, sendo da responsabilidade do agricultor a sua produção. O escoamento de produtos de pequenos agricultores é um dos aspectos que sai beneficiado com o projecto. Continuar a ler

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STARTUP4CITIES – testes para soluções ibéricas

Fonte: Smart Cities

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Com o objectivo de criar uma rede ibérica de laboratórios urbanos, a iniciativa Startup4cities 2015 está receptiva à apresentação de projectos inovadores no âmbito das smart cities, até ao próximo dia 19 de Outubro. Sob alçada da iniciativa, lançada pelas redes portuguesa e espanhola de cidades inteligentes, RENER e RECI, respectivamente, pela INTELI e pela Fundetec, mais de 100 cidades ofereceram-se como laboratórios urbanos para testar as soluções de empreendedores portugueses e espanhóis.

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Os projectos submetidos devem, obrigatoriamente, ter sido concebidos em Portugal ou Espanha e encontrar-se numa fase inicial de desenvolvimento. As dez melhores propostas de cada um dos países serão selecionadas, pelo que 20 empreendedores vão apresentar e defender os seus projectos no evento final startup4cities, a realizar no dia 17 de Novembro, no Smart City Expo World Congress, em Barcelona.

Mais de uma centena de cidades das redes portuguesa e espanhola de cidades inteligentes vão estar presentes no evento. A ideia é que estes municípios selecionem os projectos do seu interesse e ‘ofereçam’ a sua cidade como laboratório para testar determinado produto ou serviço, criando-se “uma grande rede ibérica de laboratórios urbanos onde as experiências serão compartilhadas entre todas as cidades”.

Na opinião do presidente da RENER, Almeida Henriques, a cooperação entre as redes de cidades inteligentes portuguesa e espanhola na iniciativa startup4cities constitui “um marco para o desenvolvimento urbano à escala ibérica e a aliança aos empreendedores contribuirá para transformar as cidades em territórios mais amigos do cidadão, mais criativos, mais sustentáveis, mais competitivos e, claro, mais inteligentes”. Continuar a ler

Start-ups | que cidades fazem a diferença?

Fonte: Smart Cities

De São Francisco a Tel Aviv ou São Paulo, o ambiente de incentivo à criação de start-ups faz a diferença. Tendo isso em conta, a Compass analisou os vários ecossistemas de fomento a start-ups, à escala urbana, por todo o mundo, concluindo um “Ranking Global de Ecossistemas de Start-ups”. A já estabelecida Silicon Valley continua a assumir a dianteira como ambiente mais favorável à criação de uma nova empresa de base digital, mas há cada vez mais cidades a afirmarem-se como ecossistemas de excelência.

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Através da análise de critérios de desempenho, financiamento, alcance de mercado, talento e experiência das start-ups, são 20 os ecossistemas mais propícios à formação de start-ups. A confirmar as disparidades entre América do Norte e Europa, neste domínio, apenas quatro cidades europeias surgem no ranking (Londres, em 6º; Berlim, 9º; Paris, 11º; Amesterdão, 19º), comparando com 10 ecossistemas dos Estados Unidos e Canadá.

Silicon Valley assume a dianteira, com pontuações máximas em todos os parâmetros, à excepção do alcance de mercado. O ninho das gigantes Apple, Intel, Google, Facebook e Twitter, só para apontar alguns exemplos,  mantém-se estável como a grande referência mundial para novas empresas de base digital e tecnológica. Mesmo assim, Nova Iorque, em segundo lugar, segue-lhe rapidamente as pisadas. E com um ‘bónus’:  permite, às suas start-ups, a dimensão de mercado que fica aquém em Silicon Valley. Desde o último ranking, em 2012, a cidade subiu da quinta posição para este segundo lugar no pódio, “solidificando a sua posição como ecossistema dominante na Costa Leste dos Estados Unidos”. Os pontos mais fracos da ‘Big Apple’? A disponibilidade de talento, sobretudo.

A completar o top 3, Los Angeles apresenta também um desempenho sólido como ecossistema, destacando-se sobretudo ao nível do alcance de mercado e financiamento.

Entre os 20 melhores ecossistemas, destaque ainda para o desempenho de cidades como Singapura (10º), São Paulo (12º) e Bangalore (15º), como principais motores de start-ups na Ásia e América do Sul. A respeito de São Paulo, a análise reforça que a metrópole “tem uma abundância de venture capital”, mas “poucas saídas, pelo que a falta de liquidação está, provavelmente, a sufocar o crescimento do ecossistema”. Já Bangalore teve um “crescimento explosivo” nos últimos anos, obtendo o maior crescimento em venture capital do top 20 entre 2013 e 2014 (quatro vezes mais).

A análise da analista de mercado Compass regista ainda as desigualdade de género nas start-ups de todos os ecossistemas. A cidade com menor disparidade entre homens e mulheres na criação de start-ups é Chicago (30% de mulheres na liderança de start-ups). A tendência tem sido, no entanto, de aumento da participação de mulheres neste sector. Nos últimos três anos, o número de criadoras de start-ups cresceu 80%, no ecossistema global.

O ranking adianta ainda que “os ecossistemas de start-ups nos Estados Unidos (e, a uma menor escala, no Canadá) são os únicos lugares no mundo onde um engenheiro de software recebe um salário maior por trabalhar numa start-up do que num emprego comparável numa empresa mais estabelecida [no mercado]”.

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Google lança start-up para smart cities

Fonte: Smart Cities

Chama-se SideWalk Labs e é, desde ontem, a mais recente start-up a trabalhar na área das tecnologias para a vida urbana. Distingue-se, contudo, por ter sido lançada pela gigante Google e, apesar do “modesto investimento”, como lhe chama a empresa, demonstra que a multinacional está atenta ao potencial do mercado das cidades.

Sidewalk-Labs

Para já, sabe-se que a nova empresa irá dedicar-se ao desenvolvimento tecnológico de soluções para cidades nas áreas de mobilidade, eficiência energética, diminuição da poluição e do custo de vida e melhoria da administração local.

“Estamos no início de uma transformação histórica nas cidades. Numa altura em que as preocupações sobre igualdade, custos, saúde e ambiente urbanos estão a intensificar-se, uma mudança tecnológica sem precedentes permitirá às cidades ser mais eficientes, responsivas, flexíveis e resilientes”, afirma o CEO da nova empresa, Dan Doctoroff, ex-vice-mayor de Nova Iorque. A sede da SideWalk Labs será também nesta cidade norte-americana. Continuar a ler