PCP quer Passe Social em toda a Área Metropolitana de Lisboa

Fonte: PCP

Ver moção aqui.

Os vereadores do PCP na Câmara Municipal de Lisboa apresentaram, no passado dia 22 de Junho, na Reunião Privada de Câmara, a moção “Por um Passe Social Intermodal para toda a Área Metropolitana de Lisboa”, que foi aprovada com a abstenção do PSD e do CDS.

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Criticando o actual sistema de bilhética da AML, onde é possível adquirir mais de 2000 tipos de bilhetes e passes apesar da redução da oferta de transportes em horários e percursos, o PCP sublinha o valor desproporcional do custo do Passe Social Intermodal face ao Salário Mínimo Nacional.

Apesar destes e outros desvirtuamentos, este tem sido um importante instrumento de promoção da mobilidade, intermodalidade e atractividade do sistema de transportes públicos.

Uma das questões centrais para o desenvolvimento de um verdadeiro sistema de transportes na AML é que o tarifário assente na plena intermodalidade do mesmo, integrando todos os operadores, modos de transporte e respectivos serviços do sistema. Continuar a ler

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AML – Emite Autorizações Provisórias para mais de 500 carreiras/linhas de Transportes Públicos de Passageiros Rodoviários na área metropolitana de Lisboa

A comissão executiva da Área Metropolitana de Lisboa (AML), na sua qualidade de autoridade transportes, deliberou emitir cerca 500 Autorizações Provisórias para os operadores de transportes rodoviários de passageiros que operam na área geográfica metropolitana assegurarem o serviço público respetivo.

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A emissão destas autorizações provisórias culmina um processo intenso de análise técnica e interação com todos os municípios e com cada um dos operadores. Neste trabalho, mais de metade dos serviços inicialmente apresentados pelos operadores mereceram correções, melhorando significativamente o conhecimento sobre a real oferta de transporte público rodoviário.

Com a emissão das presentes autorizações provisórias, e até que seja concretizado o processo concursal previsto até 2019, haverá lugar a um processo tendo em vista melhorar a oferta e qualidade do serviço de transportes na área metropolitana, aumentando a sua atratividade e legibilidade, respondendo melhor às necessidades das populações e promovendo a mobilidade sustentável. Isto, apesar de o enquadramento legal e financeiro vigente não permitir que, de facto, a AML possa promover o aumento do nível qualitativo e quantitativo dos serviços públicos de transportes, neste caso rodoviários.  Continuar a ler

Opinião | Serviço Público de Transportes de Passageiros por José Caria

josecariaOs Municípios são autoridades de transportes competentes quanto a serviços públicos de transportes de passageiros municipais ( podendo delegar competências).

A gestão planificadora e coordenadora do sistema de transportes de passageiros na vertente de interesse público, bem como a contratualização e fiscalização da prestação desses serviços a par da bilhética e dos tarifários preocupam autarcas dos municípios e freguesias da Península de Setúbal e da Área Metropolitana de Lisboa.

Em causa estão, entre outras matérias, necessidades objetivas,direitos e garantias,anseios e aspirações das Populações potenciais Utentes do sistema de transportes públicos de passageiros.

Existem,na Assembleia da República, diversos Projetos legislativos que visam alterar o Regime Jurídico do Serviço Público do Transporte de Passageiros.

Em termos gerais o projeto de criação de futuras autarquias metropolitanas vai fazendo caminho…

O Regulamento (CE) n.º 1370/2007 do Parlamento europeu e do Conselho, a Lei nº75/2013, de 12 de set.º , a Lei n.º 52/2015 de 9 de junho versam, entre outras matérias , sobre serviços públicos de transporte ferroviário e rodoviário de passageiros. Continuar a ler

Assembleia Municipal de Lisboa | Debate Específico sobre Transportes Públicos na Área Metropolitana de Lisboa

A Assembleia Municipal de Lisboa promove, amanhã (3 de maio), pelas 15H00, um debate específico sobre Transportes Públicos na Área Metropolitana de Lisboa.

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Realizar-se-á no Fórum Lisboa, na Av. de Roma, 14, com o seguinte formato:

 I – Intervenções dos convidados e da Câmara Municipal de Lisboa (10 minutos a cada um)

  • Engº Demétrio Alves – Primeiro Secretário Metropolitano de Lisboa
  • Dr. Basílio Horta – Presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa
  • Dr. Fernando Medina – Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

II – Perguntas e pedidos de esclarecimento dos Grupos Municipais e Deputados Independentes (10 minutos a cada Grupo Municipal e ao conjunto dos Deputados Independentes)

III – Respostas dos convidados e da Câmara Municipal de Lisboa (5 minutos a cada um)

IV – Intervenções finais dos Grupos Municipais e Deputados Independentes (5 minutos a cada Grupo Municipal e ao conjunto dos Deputados Independentes)

PCP: Os transportes públicos e a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa

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Existe um outro caminho, uma política alternativa que responde aos problemas com que o Povo e o País se confrontam, Uma política patriótica e de esquerda, que no plano dos transportes públicos imponha uma profunda ruptura com o caminho seguido, uma aposta nas empresas públicas e na sua dinamização e aproveitamento, uma aposta que impõe o respeito pelos direitos dos trabalhadores, dos utentes e populações. Uma política patriótica e de esquerda nos transportes públicos orientada para promover a sua crescente utilização – com ganhos ambientais, económicos e sociais amplamente reconhecidos – através de uma política de preços atractiva, da crescente intermodalidade da bilhética, do reforço da fiabilidade e qualidade do serviço, e de uma oferta adequada às necessidades. Assumimos 10 prioridades estruturantes dessa política:

  1. Alargamento do Passe Social Intermodal, alargando a cobertura das coroas a toda a área metropolitana, consagrando-o como título válido em todos os operadores de transporte colectivo, públicos e privados, e em todos os seus serviços, e assegurando que um único passe permita a utilização de todos os meios de transporte colectivo sem aumento de preço para os utentes, bem como criar bilhetes multimodais válidos em todos os operadores.
  1. Redução imediata e significativa dos preços, a par da reintrodução da redução de 50% nos passes para estudantes e reformados e dos passes individuais do Metropolitano e da Carris.
  1. Reversão urgentes dos cortes impostos pelo anterior Governo à oferta na Carris, Metro, Transtejo e Soflusa, estimulando uma política que deve levar ao aumento da oferta nas próprias rodoviárias hoje submetidas à exploração capitalista.

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APP Viva Mobile permitirá carregar títulos de transporte

Fonte: startup magazine

No passado dia 1 de março, a OTLIS, ACE e a Link Consulting apresentaram um piloto da app VIVA mobile na feira IT-Trans, organizada pela Associação Internacional dos Transportes Públicos (UITP).

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A app, que será lançada ainda este ano na Área Metropolitana de Lisboa, permitirá comprar e carregar títulos de transporte e consultar saldos e movimentos, tudo a partir do telemóvel. Com base numa tecnologia especializada, a aplicação móvel funcionará como um cartão virtual, semelhante à dos cartões VIVA Viagem: para validar o título de transporte bastará aproximar o telemóvel do validador.

Este sistema inovador permitirá acompanhar a modernidade crescente nos sistemas de bilhética sem contacto, ajudando os clientes a ter acesso imediato aos seus registos de utilização nos operadores de mobilidade. Também permitirá planear viagens e adquirir direitos ao uso de transporte, ou mesmo do parqueamento. Continuar a ler

AML Fórum Transportes | Promover a Sustentabilidade no Financiamento do Sistema de Transportes Colectivos por Luís Miguel Martínez

A Área Metropolitana de Lisboa promoveu, no passado dia 3 de março, o Fórum Mobilidade e Sistema Metropolitano de Transportes – Direito à Mobilidade com Transportes Públicos Sustentáveis.

Conheça a apresentação de Luís Miguel Martínez (colaborador do Internacional Transport Forum da OECD) – Promover a Sustentabilidade no Financiamento do Sistema de Transportes Colectivos.

click ma imagem para ver documento

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PCP transportes | “É imperiosa a necessidade de inverter a política de transportes”

Fonte: PCP

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, em reunião (do PCP) metropolitana sobre transportes públicos e mobilidade.

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As nossas cordiais saudações a todos os presentes que aqui vieram debater os problemas dos transportes públicos e da mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa, mas igualmente os contributos e soluções que se impõem para os ultrapassar.

As opiniões que aqui foram expressas confirmam a gravidade da situação em que se encontra o sector dos transportes, particularmente dos transportes públicos e a existência de bloqueios agudos à mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa com evidentes prejuízos para a qualidade de vida das populações e com impactos muitos negativos no plano social, ambiental, energético e na economia.

Uma grave situação que é resultado, como igualmente aqui se afirmou, de uma errada política de transportes que tem vindo a concretizar-se nos últimos anos, particularmente desde o início da década de noventa e que se acelerou nestes anos de PEC e de Pacto de Agressão. Continuar a ler

Fórum AML Transportes | Conselho Metropolitano defende financiamento público nos transportes urbanos

Fonte: DN

Basílio Horta falava no encerramento de um fórum sobre mobilidade e o sistema de transportes promovido pela Área Metropolitana de Lisboa.

Basílio Horta é o Presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa

Basílio Horta é o Presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa

O presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, Basílio Horta, defendeu hoje a necessidade de financiamento público “adequado” para que as autarquias possam facultar às populações um sistema de transportes urbanos sustentado.

“É impossível pensar num sistema de transportes sustentado e numa mobilidade metropolitana amiga do ambiente, favorável aos utentes e estimuladora do desenvolvimento e da coesão territorial sem o financiamento público adequado”, afirmou Basílio Horta, na sessão de encerramento de um fórum sobre mobilidade e o sistema de transportes promovido pela Área Metropolitana de Lisboa.

O novo Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros, aprovado por uma lei de junho de 2015, estabeleceu a repartição de competências entre o Estado, municípios e entidades intermunicipais, transferindo para as áreas metropolitanas as competências da Autoridade Metropolitana de Transportes.

Basílio Horta recordou que, no que diz respeito ao financiamento público do sistema de transportes metropolitano, “questão decisiva para o funcionamento do sistema, está prevista apenas a possibilidade do lançamento de cobrança de taxas pelos municípios”. Continuar a ler

Mytaxi | A globalização do taxi!

Fonte: Samart Cities

A chegada de serviços de transporte de passageiros com base em plataformas tecnológicas como a Uber veio abalar o sector dos táxis em todo o mundo. Em resposta, surgem também soluções que se propõem a trazer a revolução tecnológica (e não só) ao sector. É o caso da mytaxi, fundada em 2009 e que está já Lisboa desde o final do ano passado. Em entrevista, António Cantalapiedra, CEO da mytaxi Portugal e Espanha, afirma que aplicação “está a contribuir para a evolução e modernização do sector dos táxis e, em última análise, para o desenvolvimento do serviço de transportes públicos”.

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A mytaxi chegou a Lisboa no final do ano passado. O que motivou a entrada no mercado português?

A mytaxi foi fundada em 2009 e expandiu-se com o objectivo de melhorar a mobilidade das cidades. Fez todo o sentido entrar numa cidade/mercado com quase 3500 táxis como Lisboa e um país que tem sentido um claro aumento turístico. Pensamos que a mytaxi pode contribuir para a modernização do sector dos táxis e aumentar o serviço que serve como cartão-de-visita ao turismo e negócios da cidade. Lisboa é uma cidade que está na moda e podemos verificar isso com o aumento do volume de turistas nos últimos anos. Além disso, o próprio país tem vindo a dar passos importantes no domínio da inovação e da tecnologia e consideramos que a mytaxi pode contribuir para o desenvolvimento das cidades portuguesas, tornando a sua mobilidade mais inteligente.

O serviço foi lançado em Lisboa com 80 táxis associados. Este número já aumentou?

A mytaxi foi lançada em Dezembro de 2015 e já há algum tempo que duplicámos esse número de motoristas. Podemos inclusive dizer que Lisboa registou o melhor lançamento da mytaxi de todas as cidades europeias onde estamos presentes.

Superou, então, as expectativas?

Este foi o lançamento com mais sucesso da mytaxi até agora. Não só pelo actual crescimento do número de motoristas que se juntam à nossa plataforma, mas também pelo crescimento exponencial de utilizadores registados. Além disso, podemos dizer que oferecemos uma experiência 100% móvel, ou seja, somos a única app de táxis do mercado português que permite utilizar o pagamento via app, o que é uma grande vantagem em termos de segurança e comodidade. Amytaxi distingue-se, sobretudo, pela qualidade que é constantemente avaliada por taxistas e utilizadores. A nossa entrada positiva no mercado português também está relacionada com a campanha muito atractiva que fizemos e, que decorre até ao final do mês de Março, com 50% de desconto nos trajectos pagos via app, que permitiu romper eventuais barreiras no uso da tecnologia e dinamizar o sector.

Qual a estratégia da empresa para associar mais taxistas lisboetas e, simultaneamente, comunicar a app ao público? Continuar a ler

Fórum AML transportes | Fernando Medina quer transportes mais baratos e subsidiados pelo Estado

Fonte: Lusa

“Não há verdadeiro sistema de transporte público que seja sustentado sem subsidiação. É este o ponto de partida. Ou é lucrativo porque se concentra em áreas que são lucrativas, ou temos um verdadeiro e eficaz sistema onde, claramente, as receitas não cobrem” as despesas, disse o autarca.

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Fernando Medina falava na sessão de abertura do Fórum Mobilidade e Sistema Metropolitano de Transportes: Direito à Mobilidade com Transportes Públicos Sustentáveis, que hoje decorre no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa.

Na sua intervenção, o autarca defendeu que o futuro sistema de transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa deve ser “acessível para todos os cidadãos”, tanto na mobilidade como nos preços, que considera “altos”.

“Pretendemos a redução dos preços que hoje estão a ser praticados para muitos dos nossos munícipes”, frisou.

Para Medina, os transportes públicos devem ainda conquistar credibilidade, ser integrados e ganhar flexibilidade, porque os “padrões de mobilidade alteraram-se profundamente nos últimos 30 anos e os meios de transporte não acompanharam essa mudança”.

Referindo-se ao debate sobre a municipalização dos transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa que está a decorrer, o presidente da Câmara de Lisboa disse que encontrou um sistema “profundamente desarticulado e desajustado”. Continuar a ler

Área Metropolitana de Lisboa | Fórum Mobilidade e Sistema Metropolitano de Transportes

A Área Metropolitana de Lisboa promove, no próximo dia 03 de março, o Fórum Mobilidade e Sistema Metropolitano de Transportes – Direito à Mobilidade com Transportes Públicos Sustentáveis.

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Incrições gratuitas (limitadas à capacidade da sala). Formulário de Inscrição.

Descarregue o programa aqui.

 

Para mais informações contactar Área Metropolitana de Lisboa:

Telf. 218 428 570

E-mail – amlgeral@aml.pt

Ministro do Ambiente “é muito evidente o ganho” de as autarquias gerirem o transporte rodoviário

O Ministro do Ambiente afirmou que o Governo quer envolver os municípios na gestão dos transportes públicos urbanos, nomeadamente dos autocarros, em Lisboa e no Porto. «É muito evidente o ganho de serem as autarquias a gerir o transporte rodoviário», afirmou João Pedro Matos Fernandes no final da cerimónia de comemoração do 56.º aniversário do Metropolitano de Lisboa.

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«Quem gere a via pública é que pode tomar opções de longo prazo e de curto prazo que melhorem bastante a eficiência do transporte rodoviário», afirmou o Ministro, acrescentando que «isso é menos evidente quando se fala do metropolitano», porque «transferir as empresas do Metro para as autarquias não tem ganhos evidentes no padrão da mobilidade».

O Ministro disse ainda que está a trabalhar neste sentido com a Câmara de Lisboa, e na região do grande Porto, com as seis câmaras onde a STCP (Sociedade de Transportes Coletivos do Porto) presta serviço e também com os Conselhos Metropolitanos dos dois distritos. «Daqui a dois, três meses haverá novidades, declarou.

«Vamos fazer melhor»
No discurso que proferiu na cerimónia, o Ministro afirmou que, com a anulação da concessão das empresas de transporte, com a nomeação das novas administrações e com a descentralização do modelo de gestão «estão criadas as condições para as empresas enfrentarem desafios futuros». O Metropolitano de Lisboa «deve reforçar a sua oferta, ao contrário dos cortes sistemáticos» feitos nos anos recentes, «apostar na renovação da frota» e «procurar a sustentabilidade financeira através de um reforço da sua procura». Continuar a ler

Ambiente e Transportes, uma união acertada?

Fonte: Smart Cities

Mudam-se os tempos, mudam-se governos. Confirmado o nome de António Costa como primeiro-ministro de Portugal, alteram-se, naturalmente, as orientações políticas em relação aos anteriores Governos PSD/CDS-PP. As primeiras mudanças surgiram, desde logo, na definição da orgânica dos ministérios, com uma nova união entre Transportes e Ambiente. Será que se antecipa um casamento feliz?

A pasta do Ambiente passa a abarcar os Transportes Públicos – até agora pelouro indiscutível das áreas de Economia e Obras Públicas. Para os especialistas, juntar Ambiente e Transportes é uma opção positiva, desde que traga, efectivamente, políticas de promoção de uma mobilidade mais sustentável, com impacto também nas cidades portuguesas.

À frente do ministério, João Pedro Matos Fernandes detém competências nas duas áreas. O ministro do Ambiente era, até agora, presidente do Conselho de Administração da Águas do Porto. Porém, no seu percurso, foram vários os cargos que desempenhou ligados aos transportes: presidente da Associação dos Portos Portugueses ou, no princípio da carreira, coordenador do sector dos transportes na Comissão de Coordenação da Região Norte, por exemplo. Foi também docente no Instituto Superior Técnico na área de infra-estruturas e no Instituto Superior de Transportes, em Impactes Energéticos e Ambientais dos Transportes.

Perante o quadro institucional, o casamento entre Ambiente e Transportes Públicos parece uma escolha acertada, afirmando uma preocupação de sustentabilidade na área da mobilidade. A mudança traz, sobretudo, uma mudança de paradigma. “No passado, o transporte esteve sempre associado às Obras Públicas, que, por muito que tenham um carácter simbólico, transmitia a ideia de que resolver os problemas do sector passava por investir em obras públicas; esta junção ao Ambiente aponta outro caminho, com uma maior atenção à gestão dos sistemas de transportes”, sublinha João Vieira, consultor em Transportes na Tis.pt. Continuar a ler

Autarcas da Área Metropolitana de Lisboa querem debater novo regime de transportes

Fonte: Lusa

O conselho metropolitano de Lisboa vai promover um debate para aprofundar as consequências do novo regime jurídico de transporte público de passageiros, com os autarcas da área metropolitana divididos nas críticas ao diploma aprovado pelo anterior Governo.

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“Este diploma representa a primeira grande operação de transferência de competências da administração central, em matéria de transportes, para as áreas metropolitanas e para os municípios”, frisou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS).

O autarca salientou que o novo Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros (RJSPTP) “tem imperfeições, tem opções discutíveis, tem aspetos em aberto, mas tem uma filosofia”, que atribui o planeamento dos transportes às áreas metropolitanas e aos municípios.

Para Fernando Medina, que falava na reunião do conselho metropolitano, realizada hoje, o desafio da Área Metropolitana de Lisboa (AML) passa pela forma como os 18 municípios da região serão capazes de dar “uma resposta positiva” na melhoria do sistema de transportes públicos.

Apesar de notar a dificuldade colocada com a opção governamental de concessionar a privados a Carris e o Metropolitano, o autarca de Lisboa vincou que o sistema de transportes “é a grande competência da área metropolitana”, que deve assegurar a melhoria da mobilidade, em detrimento do predomínio do automóvel.

O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim dos Santos (CDU), concordou com a necessidade de uma discussão alargada sobre a estratégia para a AML, mas criticou que o novo regime jurídico tenha sido “feito à pressa, sem diálogo institucional” com as entidades que recebem as competências.

“A forma apressada, atabalhoada, sem preparação como é feita [a transferência] demonstra claramente que é para não funcionar”, lamentou o autarca da margem sul do Tejo, acusando o Governo cessante de apontar na privatização do setor dos transportes.

O grupo de trabalho dos vereadores da mobilidade da AML defendeu a alteração do RJSPTP, quanto ao financiamento, manutenção na esfera pública dos atuais operadores e alargamento do passe social intermodal a toda a região, mas a proposta não foi sujeita a deliberação. Continuar a ler

Transportes Sul do Tejo vão recorrer ao Tribunal – Discordam que Transportes Colectivos do Barreiro sirvam concelho da Moita

Fonte: Rostos

Hoje (ontem), no decorrer da reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, Rui Lopo, vereador responsável pela área dos Transportes Colectivos do Barreiro, referiu que os TST – Transportes Sul do Tejo – “vão por em Tribunal a prestação do serviços” dos TCB’s ao concelho da Moita.

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Rui Lopo salientou que foi realizada uma reunião entre os Transportes Colectivos do Barreiro e Transportes Sul do Tejo, com o objectivo de avaliar esta prestação de serviço.

O autarca salientou que à luz da leitura que é feita do “novo regime jurídico” este “legitima este serviço”.

Refira-se que os Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) vão operar no Concelho da Moita, previsivelmente, a partir de dezembro.

A assinatura do Protocolo de Entendimento para a Criação de Serviço de Transportes Coletivo Complementar no Concelho da Moita foi assinado no passado 12 de outubro. Continuar a ler

PCP quer revisão do Serviço Público de Transporte de Passageiros

Ler nota de imprensa conjunta das direções regionais de Lisboa e Setúbal do PCP aqui.

Fonte: Lusa

O PCP defendeu hoje que a Assembleia da República deve revogar o despacho que define as regras das compensações financeiras aos operadores privados de transportes de Lisboa e rever o Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros.

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“É preciso travar o processo de destruição que o governo PSD/CDS lançou contra os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa com o novo Regime Jurídico”, defendem as direções das Organizações Regionais de Lisboa e Setúbal do PCP, num comunicado hoje divulgado.

O PCP recorda que o Governo “fez aprovar o novo Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros reunindo contra ele um impressionante consenso: estiveram contra todas as Autarquias da Área Metropolitana de Lisboa, as Organizações de Trabalhadores e de Utentes e até a Associação Patronal do Setor”.

Com a entrada em vigor deste regime jurídico, lembram, o Governo “extinguiu a Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL) e atribuiu as suas competências a várias entidades: à Área Metropolitana de Lisboa (para a qual transferiu uma pequena parte dos trabalhadores da AMTL), às novas 18 potenciais Autoridades de Transporte (os municípios), ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes e à (nova) Autoridade da Mobilidade e Transportes”.

O PCP entende que “não é possível gerir um sistema de transportes metropolitano com a fragmentação que o regime criou”.

“Centenas de licenças e alvarás na Área Metropolitana de Lisboa do setor rodoviário terminam já em junho de 2016, com o risco de provocarem a interrupção do serviço às populações ou serem assumidos compromissos inaceitáveis com operadores privados”, refere. Continuar a ler

O Zapping foi alargado à margem Sul do Tejo

Fonte: Sábado

Agora já não precisa de usar vários cartões para se deslocar na área metropolitana de Lisboa e na margem sul do Tejo. As condições de utilização do Zapping foram alteradas e tornam as viagens mais práticas para quem recorre à Fertagus ou ao Metro Transportes do Sul.

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O valor mínimo de carregamento do Zapping, direccionado para o uso ocasional do transporte público, e que continua a funcionar com um só cartão, passa a ser de três euros. A partir deste montante, podem ser feitos carregamentos múltiplos de cinco euros, até um máximo de saldo no cartão de 40€.

As alterações passam também pelo fim do bónus de carregamento do título de transporte pré-pago, que pode ser carregado nos cartões VIVA Viagem, 7 Colinas e Lisboa VIVA.

Tal como antes, cada vez que andar nos transportes, o valor da viagem é descontado ao saldo remanescente do cartão, consoante a tarifa e as condições de utilização impostas pelo operador.

Assim, os clientes podem, desde ontem, fazer uso da tarifa em sete operadores distintos: Fertagus, Metro Transportes do Sul, Carris, Metropolitano de Lisboa, Transtejo, Soflusa e CP. Continuar a ler